Honestidade
Aconteceu ontem, entre 4 e 6 da tarde…
Imaginem só a situação:
Domingo de sol, praia lotada, BaVi começando no estádio do time rubro-negro, a Paralela – para quem não conhece Salvador, Paralela é como é conhecida a avenida Luiz Viana Filho, que liga o centro da cidade ao aeroporto – em um verdadeiro caos, 4:48 da tarde e um vôo que saia as 17:20.
Agora imaginem que alguém próximo à este que vos escreve, precisava embarcar neste vôo. Sentiram o drama? O nível do estresse!?
Paramos o carro em fila dupla, tiramos toda a bagagem – e haja bagagem! Uma mala que parecia um geladeira, violão, duas sacolas e uma mochila cinza.. – colocamos no passeio – em alguns lugares do país chamam de calçada – no salão de embarque do aeroporto, lá foi ele cuidar dos tramites e eu me mandei para o estacionamento.
Claro que só conseguimos chegar no check-in aos 49 do segundo tempo.
Resultado: Fila de espera para o o próximo vôo.
Primeiro domingo depois do carnaval, o aeroporto de Salvador lotado, assim como os vôos, uma confusão sem pé-nem-cabeça, vira-se para um lado, vira-se para o outro, de repente, a pergunta:
-Cadê minha mochila cinza!?
Silêncio total.
Tudo começa a ficar em câmera lenta.
Um olhando para o outro, tentando lembrar do que aconteceu.
NADA!
Detalhe importante não mencionado anteriormente:
Dentro da mochila cinza estavam, além da escova de dente, perfume, escova, calculadora HP12c – só isto uma fortuna, cãmera fotográfica, celular e 2 – vou repetir: DOIS – notebooks, sendo que um pessoal e outro da empresa para quem ele trabalha (com TODA a sua vida profissional e dados de uma das maiores empresas do país!).
Achou que o drama tivesse acabado quando chegamos ao aeroporto?
Ledo engano….
Cada um sai correndo para um lado, deixando o carrinho com as outras coisas com a senhora minha mãe (sim ela já estava nos olhando com lágrimas nos olhos), um para o balcão da companhia aérea, outro para onde paramos o carro.
NADA.
O desespero começa a ficar cada vez mais aparente. Saco o celular do bolso como um cowboy sacando sua arma, e começo a ligar para todo mundo que conheço que possa conhecer alguém que possa conhecer alguém no aeroporto….
Resumindo a história, entro quase bufando na sala da Supervisão da Infraero. Sentado imponentemente em sua mesa está um armário negro vestido num terno surrado.
- Pois não, em que posso ajudar?
- Amigo, perderam uma mochila cinza.
- Por um acaso, meu senhor, seria esta?
Se alguém aqui é pai (eu ainda não sou. Ao menos não que eu saiba…), me perdoe a comparação. Provavelmente irão me xingar de todo tipo de nome e dizer que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas naquele momento, senti como se tivesse vendo meu (ainda não existente) filho pela primeira vez….
Então, venho aqui de público, agradecer ao Sr. Peronhas, quem me atendeu na sala da Infraero e – talvez mais impressionante (é chato falar assim hoje em dia, não é?) – ao Sr. Gilmar. Um simples faxineiro que encontrou a mochila – vida profissional de uma pessoa) e a devolveu…
Será que este pais tem jeito?
Queria saber se esta é a regra ou a excessão….

TweetPor essa a empresa de fotocópias mais conhecida do mundo não esperava. Um sujeito desempregado ligou uma impressora multifuncional a uma bateria de 12 volts presas a uma espécie de cinto e passou a oferecer fotocópias a R$0,15 na rua em frente ao escritório da Receita Federal em um dos bairros de classe média-alta de [...]



February 12th, 2008 at 14:44
Eu prefiro acreditar que é uma regra. Prefiro acreditar que a honestidade das pessoas é algo natural nem todas as pessoas são passíveis a corrupção.
February 13th, 2008 at 03:23
Certa vez um cara disse: “I have a dream” e o mataram.
Veio outro e soltou: “Imagien all the people…”
E o mataram também….
Eu vou é ficar calado….
July 13th, 2009 at 23:21
[...] vezes é preciso um pouco de sorte em aeroportos [...]
October 14th, 2009 at 22:19
[...] perder um Pen Drive é um problema, imagine então perder um notebook. [...]