Filé

Filé

Está rolando uma ótima discussão via web entre os Blogs Detesto Gente Inteligente e o Hello Stranger.

Tudo começou quando o Jorge publicou este post falando das famosas cantadas de peões de obras. A Dani, prontamente, respondeu em seu blog o ponto de vista feminino dessas situações, post este que foi treplicado pelo Jorge.

Quem me conhece sabe bem, por motivos óbvios, que eu não poderia deixar de dar minha opinião. Ainda mais quando no meio desta bagunça toda, está minha querida namorada.

Mas vamos aos fatos:
Antes de qualquer coisa, procurei no pai-dos-burros a definição exata do termo gostosa e – pasmém – não encontrei. Lá estão devidamente categorizados gostoso e gostosona.

(gos.to.so) [ô]

a.

1 Que tem sabor bom, que é agradável ao paladar (bolo gostoso)

2 Que dá prazer; AGRADÁVEL: Que beijo gostoso!

3 Diz-se de algo ou alguma coisa que é macia, aconchegante, confortável: Que rede gostosa. para tirar um cochilo!

sf.

4 Suave, macio, delicado: O abraço de uma criança é tão gostoso!

5 Que revela prazer, satisfação (sorriso gostoso).

6 Fig. Sexualmente apetecível, sensual: Essa garota é muito gostosa.

7 Bras. Pop. Pessoa presumida, que se faz de difícil; GOSTOSÃO: Ele se mete a gostoso, mas é pura presunção.

adv.

8 De maneira gostosa, sedutora: Ele beija gostoso.

[Pl.: -ó. Fem.: -ó.]

[F.: gosto + -oso.]

2 Esse tipo de mulher: As gostosonas atraíam os olhares.

(gos.to.so.na)

a.

1 Bras. Pop. Diz-se de mulher que é muito bonita e sensual: Além de inteligente, é gostosona.

Conheci certa vez uma garota que quando estava em quase depressão, vestia uma roupa especialmente comprada por ela, do tipo em que o cinto chega a ser maior que o short, e se mandava para passear em um bairro distante da cidade, onde houvessem construções, só para animar o ego.

As mais afoitas logo me dirão que isto é um abisurdo, que esta mulher é uma vergonha para todas as conquistas femininas do último século, e piriri, pororó.

Permitam-me respondê-las ao final do post (A seguir, cenas do próximo capítulo.)

Eu sou o tipo de cara que adimiro e comento quando uma mulher, assim digamos, extasiante entra em meu campo de visão. O grande lance é que o X da questão não é o comentário em si mas como, quando e com quem este comentário é partilhado.

Chamar uma mulher bonita que está passando do outro lado da rua, da praia, da fazenda ou numa casinha de sapê de gostosa faz parte do instinto de qualquer ser do século masculino com telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor e QI superior à 0,5. Isto é um fato. É parte da vida. Uma verdade fundamental como a lei da gravidade.

A questão aqui é como chamar.

E é justamente isto que diferencia os homens dos peõs de obra. Entedam aqui que não quero, de forma alguma, diminuir esta classe de trabalhadores especialistas em atrasar prazos e fazer seu orçamento para a reforma de sua casa dobrar de forma mágica.

Estou simplesmente (ab)usando do famoso esteriótipo do peão-de-obra-quando-passa-uma-gostosa-na-rua. Ou seja, não preciso me aprofundar muito na explicação. Espero que vocês tenham um Q.I. maior do que o que mencionei acima.

Comentar – e, claro, aproveitar para tirar aquela onda – com o amigo que está ao lado – Putz! Que mulher boa! Aquilo não é um C*… é uma universidade! Manda lá pra casa… mas só nas terças, quintas e sábados, pois nos outros dias a Nathalie Portman já bate ponto! – de forma discreta é uma coisa. E o mesmo vale para quando não tem amigo nenhum por perto mas ainda assim, você marmanjo, pensa em voz alta.

Chamar de gostosa, deliciosa, te-pego-gostoso, vem-cá-que-quero-te-papar-todinha, que-vontade-de-te-chupar-toda, e quaisquer outros eufemismos metafóricos que queira chamar a sua mulher em um momento de maior intimidade, durante aquela transa, ou até mesmo assim do nada. No meio de um jantar, de uma festa, mas sempre ao lado dela, discreto, baixinho, quase um suspiro ao pé do ouvido de forma que só e somente ela possa ouvir, além de ser algo delicioso observar sua – no caso, dela – reação, é altamente aconselhável e sem dúvida alguma vai deixar sua companhia à ponto-de-bala, para uma noite insquecível.

E acreditem: a ordem dos tratores não altera o viaduto. O mesmo vale para nós marmanjos, por piores porcos chauvinistas que sejamos.

As situações acima valem, podem – e devem – ser utilizadas, sempre com o bom senso do ridículo. Não vá chamar sua namorada de gostosa no velório de seu avô. Putz! Um mínimo de simancol você tem.

Mas como já dizia Einstein: Tudo na vida é relativo. Lembre-se disso, e com certeza ninguém passa vergonha…. ou não!

Agora… quanto ao papo da briga de mulheres no gel, citados pelos posts que inspiraram esta minha reflexão;

a verdade é que nós homens somos loucos para ver 2 (ou mais) mulheres se pegando. Por isso, para apaziguar os ânimos da marmanjada, vai um presentinho aí embaixo: uma série de fotos de mulheres brigando no gel!

Meninas, me perdoem. Mas no dougnuts for you.

Ao menos não neste post…

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