Besta

Besta

Historinha curta mas verdadeira.

Bom, ok.  Também não posso comprovar a veracidade mas que faz sentido, isso faz. Mas vamos aos fatos (ou não):

Conta a história que com a liberação da importação de carros importados em 1992 pelo então pedaço de filha da puta, ladão, corrupto, descarado presidente da Rebública, Fernando Collor de Melo, nossa pátria varonil foi invadida por todo tipo de veículos que vieram para substituir o que então eram chamadas as carroças.

Logo de cara, saindo literalmente do frio, vieram o Laika a e sua versão pseudo-esportiva, o Niva. Ambos da marca russa Lada.

Logo depois, para subistituir o que na época era a única van do país, a Kombi, foram invadindo o Brasil as primeiras Bestas, importadas da Coréia do Sul.

Acontece que a famosa Besta nunca existiu. Pelo menos não na Coréia.

Hein? Que? Como assim “nunca existiu”?

Eu mesmo andei várias vezes de Besta e vira-e-mexe vejo uma nas ruas.

Pois é isso mesmo, meus caros ociosos: A Besta não existe!

O nome verdadeiro do utilitário que aqui conhecemos como Besta era simplesmente Best. Isso mesmo: Best – ou simplesmente (o) Melhor, para quem não está acostumado com a língua de Shakespeare.

Mais uma Besta

Mais uma Besta

Como brasileiro tem tinha mania de achar que qualquer porcaria vinda de fora do país é melhor do que o produto nacional, os coreanos mandaram para cá a sua versão mais popular, a série A.
Assim sendo, as primeiras vans  eram as Best da série A ou simplesmente Best A.

Foi aí que algum mamífero com telencéfalo superior e polegar opositor percebeu o “erro de grafia” e resolveu consertá-lo criando assim a nossa famosa Besta.

Sacaram?

Apesar de sua produção ter sido interrompida em 2005, ainda podemos observar aos montes nas ruas e estradas deste país.

A Kia Motors, é claro, nega até a morte a versão acima.

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