Posts Tagged política

O dragão do bigode contra o santo cineasta

José Sarney em Maranhão 66 de Glauber Rocha

José Sarney sob a ótica de Glauber Rocha

Em 1966, 2 anos depois do Golpe Militar que transformou o país em uma ditadura, o então com 35 anos de idade, governador eleito do Maranhão, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, pediu a um amigo e jovem cineasta que documentasse o que seria conhecido como o início de um domínio político familiarque só terminaria em 1º de janeiro de 2007.

O jovem José Ribamar cresceu politicamente, mudou de nome, e tomou posse como presidente do Brasil  após a morte do então candidato eleito, Tancredo Neves – 1º presidente civil eleito depois de 29 anos de ditadura militar e o útlimo de forma indireta no país  – e é atualmente senador pelo Estado do Amapá.

O amigo cineasta acabou morrendo em 1981, e é consagrado internacionalmente por ser um dos criadores e precursores do movimento que seria conhecido como Cinema Novo, usando e abusando do seu lema principal: “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”.

Como era de se esperar, Glauber Rocha deixou seu “amigo” José Sarney, em maus lençóis quando acabou lançando o filme, em uma pequena sala de cinema para poucos convidados, mostrou o filme que serviria de inspiração para a sua maior obra prima, Terra em Transe[bb], utilizando inclusive planos filmados para Maranhão 66 – nome dado ao documentário – para a cena do comício do personagem vivido pelo grande José Lewgoy, Felipe Vieira.

Intercalado entre as imagens e o discurso de posse do então governador José Sarney, o polêmico diretor colocou imagens da miséria em que se encontrava o povo maranhense naquela época. Não que tenha mudado muito, imagino eu.
Infelizmente, não tive a oportunidade, ainda, de conhecer o Maranhão, mas imagino que a situação não deva ser muito diferente do restante do país.

Abaixo você pode assistir o filme Maranhão 66 que Glauber Rocha produziu para José Sarney.

Read the rest of this entry »

, , , , , , , ,

14 Comments

Trocou o óleo? Leve um Prêmio Nobel.

Se Obama pode, eu também posso!No pequeno e pacato condado de Miracema do Norte Rockwell, no Texas, um post de gasolina entrou na onda do Prêmio Nobel ganho pelo Presidente americano Barack Obama e criou uma promoção, no mínimo, diferente.

Quem faz uma troca de óleo – no carro, não na esposa/namorada – completa, ganha um adesivo com os dizeres: “Conferido pelo esforço e intenção pacífica de ter o óleo e o filtro trocados”

A brincadeira, talvez, não chamasse tanta atenção se não fosse por um pequeno detalhe:

O pequeno condado é um dos mais fortes redutos republicanos no Estados Unidos. Ou seja: Tudo não passa de uma baita sacanagem tentando diminuir a importância do prêmio recebido por Barack Obama no início deste mês quando defendeu o “uso da guerra para defender a paz”.
Apesar de paradoxal, a frase não é inédita como muitos pensam.
Em 1948, após vencer a Guerra de Independência, Ben Gurion, então 1º ministro de Israel, teria dito que se um país quer paz, é bom estar preparado para a guerra.

Fonte.

, , , , , , , , , , ,

No Comments

Tem troco para 50?

A nova moeda de 5 Reais

A nova moeda de 5 Reais

Em comemoração aos 50 anos de Brasília, no dia 21 de abril de 2010, a Casa da Moeda do Brasil vai lançar uma nova moeda de R$5,00.

Feita em prata com o plano piloto de Brasília de um lado e no outro Congresso Nacional, Catedral de Brasília, Palácio do Planalto e a escultura Guerreiros (representando a Praça dos 3 Poderes).

Tal moeda, no entanto, não entrará em circulação e será uma série especial para colecionadores e somente 30 mil serão cunhadas.

Apesar do valor oficial ser de apenas R$5,00, cada uma será vendida por R$110,oo.

Façamos as contas então: 30.000 (moedas) x R$110,00 = R$3.300.000,oo

Fica a pergunta:

O que será feito com este dinheiro?

Será que vão usá-lo para pagar parte do show de Paul McCartney – se bem que já estão rolando boatos sobre a vinda  de Madonna[bb] também – que está programado para acontecer por lá?

Fonte.

, , , , , ,

19 Comments

Orgulho nacional

Brasilia

Tenho recebido nos últimos tempos uma série de e-mails e cunho “patriota”. Neles, autores anônimos, em sua grande maioria, nos lembram as grandezas e as inúmeras possibilidades que um país como o Brasil pode ter. Alguns comparando o país, ou parte dele, com outros países do mundo; outros realçando nossas fontes de riqueza tanto naturais quanto humanas.

Falam-nos das reservas naturais – como um que dizia que se o nordeste, por exemplo, fosse, por se só, um país independente, faria parte, como membro majoritário, da OPEP.

Outros comparam o PIB de São Paulo ao de países da Europa[bb] como a França, Portugal, e Grécia.

Já o último que recebi, comentam os absurdos que acontecem na Holanda, país do chamado 1º mundo, em comparação direta com o Brasil. E mais uma vez ganhasse de longe.

Pensei então comigo mesmo – o que é preciso para que o “gigante” resolva finalmente acordar, levantar do seu “berço esplêndido” e tomar alguma atitude?

Cheguei à conclusão de um dos principais problemas é algo que já deve estar inserido no código genético da maioria dos seus cidadãos; algo tão ínfimo quanto importante; algo que passou a fazer parte do dia-a-dia do brasileiro e de seu orgulho nacional.

O “jeitinho brasileiro”.

O gigante tem que aprender que sua eterna vontade de “se dar bem” acaba trazendo mais prejuízos que ganhos. Seu egoísmo, pois no-fundo-no-fundo, isso não passa de puro egoísmo, ao passar na frente de todos os outros ele acaba se transformando – mais cedo ou mais tarde – em último.

Têm que aprender que cada vez que o país ganha (e não estou falando de jogo da seleção), ele ganha também, mas nem sempre, na verdade, quase nunca, a recíproca é verdadeira.

A verdade é que o “jeitinho”, assim como a “cervejinha”, a “gorjeta” – ou seja lá como é chamado – acaba sempre prejudicando o Brasil e a todos nós por tabela.

Ninguém quer fazer negócios com uma pessoa que não seja séria. Ninguém investe em lugar nenhum onde se saiba que todo seu investimento pode estar nas mãos de pessoas na qual simplesmente não se pode confiar.

Ao contrário do que a grande maioria pensa, o “jeitinho brasileiro” não é motivo de orgulho. É motivo de vergonha e de chacota por outros países.

Certa vez, um famoso estadista francês disse que o Brasil não era um país sério. Confesso que precisei de muita maionese Hellmans’ (alguém ainda se lembra desta propaganda?) para engolir esta frase, mas tive que dar o braço – ou a língua – a torcer.

Somos o país do futuro. O país das possibilidades. Do eterno desenvolvimento. Somos o país do progresso e o país do futuro (!) e se ainda temos pessoas passando fome, crianças abandonadas, mulheres espancadas, e etc., por incrível que pareça, a culpa não é nem do PT, PMDB, DEM, PCdoB, PR, PL, nem tão pouco dos Collors, dos Sarneys, Barbalhos, Magalhães, ou de qualquer outro exemplar da política nacional. Tampouco é da crise financeira internacional, da globalização ou do maligno imperialismo americano.

A culpa é totalmente nossa.

De que adianta a twittosfera toda tentar fazer com que o #forasarney fique entre os primeiros nos Trending Topics se ninguém sai às ruas pedindo seu afastamento. De que adianta reclamar ficarmos indignados com o castelo do deputado Edmar Moreira no conforto do sofá da nossa casa? Como podemos reclamar da atuação da polícia em alguma chacina na favela se subornamos os mesmos policiais quando nos multam? De que adianta falarmos tanto dos políticos e votarmos nos mesmos de sempre ao invés de nos candidatarmos?

O governo não vai mudar se não o fizermos mudar. E nós nunca o faremos mudar se mudarmos a nós mesmos.

É um processo e, como a maioria dos processos, longo e doloroso.

Não esqueçam de que entre nossos filhos estarão os deputados, senadores e presidentes do futuro. Os futuros grandes homens e mulheres do Brasil estão neste momento mais preocupados em saber se quem é melhor: Hanna Montana, High School Musical ou Malhação (Se não faz idéia do que estou falando, procure se informar com o miguxo mais próximo a sua residência).  O que não percebemos é que eles nos observam a cada minuto. O que fazemos de certo e, principalmente, de errado. A velha frase “faça o que digo não faça o que faço” é estória – sim, sem h – para boi dormir.

Elis Regina[bb] já nos lembrava que “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais” e nossos filhos não serão uma exceção à regra.

A não ser que façamos algo.

O precisamos sim, é dar um jeito no Brasil. De “jeitinhos” ele já está farto.

Temos, pelo menos, outros 190 milhões de motivos para nos orgulhar. Podemos viver com um “orgulhinho” a menos.

, , , , ,

21 Comments

Muito além do Plim-plim parte 2

Parece até brincadeira, mas alguns dias atrás postei um vídeo de um programa de televisão japonês baseado em um antigo jogo de computador.
Qual foi minha surpresa ao encontrar esta propaganda baseado no mesmo joguinho…
Como se diz: Hoje em dia nada se faz, nada se cria, tudo se COPIA!!!

Divirtam-se!!!

, ,

1 Comment