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Reunião de gabinete

Proteja as Maldivas

Proteja as Maldivas

Reuniões de gabinete são aquelas em que o chefe do executivo (prefeito, governador, presidente…) se reúne, ao mesmo tempo, com todos os seus ministros – ou secretários, a depender do cargo.

Geralmente tais reuniões são informadas ao público e em algumas – ou parte delas – a impressa é convidada a assistir.

E nas  Ilhas Maldivas a coisa não é diferente.
Ou é?

Enfiados em trajes de mergulho, após 2 meses de treino organizados pela  Associação de Mergulhadores das Maldivas, o presidente Mohamed Nasheed convocou os 14 ministros do país para uma reunião de a 20 metros de profundidade nos arredores da capital Malé, em torno de uma mesa em formato de ferradura que foi especialmente colocada no local.

O objetivo foi chamar a atenção do mundo para os efeitos do aquecimento global no pequeno arquipélago que fica no oceano índico. Considerando que altura média (geograficamente falando) da nação-arquipélago não chega a mais que 0,94 metros acima do mar, eles tem razão de sobra para se preocupar.

“O objetivo da reunião de gabinete submersa é mostrar o compromisso do mais alto nível político com o ‘Dia Global de Ação Climática 350.org’,” disse o vice subsecretário Aminath Shauna.

A 350.org  defende a redução dos índices de monóxido de carbono (CO2) em 350 partes por milhão (ppm) para restabelecer  níveis seguros na atmosfera.

Durante a reunião, que durou cerca de meia hora, foi assinada a “Declaração dos cidadãos de Maldivas”, que será apresentada na cúpula do Clima da ONU, que acontecerá na cidade de Copenhague, capital da Dinamarca, em dezembro deste ano.

Aminath Shauna, coordenador do evento, disse que os ministros também autografaram seus trajes, e estes serão  leiloados no no site protectthemaldives.com com o intuito de  arrecadar fundos para a proteção dos recifes de coral no atol.

Na galeria abaixo , veja como foi esta reunião bem especial.

(credito das imagens: AP Photo/Mohammed Seeneen)

Fontes: Aqui, aqui, aqui e aqui.

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Orgulho nacional

Brasilia

Tenho recebido nos últimos tempos uma série de e-mails e cunho “patriota”. Neles, autores anônimos, em sua grande maioria, nos lembram as grandezas e as inúmeras possibilidades que um país como o Brasil pode ter. Alguns comparando o país, ou parte dele, com outros países do mundo; outros realçando nossas fontes de riqueza tanto naturais quanto humanas.

Falam-nos das reservas naturais – como um que dizia que se o nordeste, por exemplo, fosse, por se só, um país independente, faria parte, como membro majoritário, da OPEP.

Outros comparam o PIB de São Paulo ao de países da Europa[bb] como a França, Portugal, e Grécia.

Já o último que recebi, comentam os absurdos que acontecem na Holanda, país do chamado 1º mundo, em comparação direta com o Brasil. E mais uma vez ganhasse de longe.

Pensei então comigo mesmo – o que é preciso para que o “gigante” resolva finalmente acordar, levantar do seu “berço esplêndido” e tomar alguma atitude?

Cheguei à conclusão de um dos principais problemas é algo que já deve estar inserido no código genético da maioria dos seus cidadãos; algo tão ínfimo quanto importante; algo que passou a fazer parte do dia-a-dia do brasileiro e de seu orgulho nacional.

O “jeitinho brasileiro”.

O gigante tem que aprender que sua eterna vontade de “se dar bem” acaba trazendo mais prejuízos que ganhos. Seu egoísmo, pois no-fundo-no-fundo, isso não passa de puro egoísmo, ao passar na frente de todos os outros ele acaba se transformando – mais cedo ou mais tarde – em último.

Têm que aprender que cada vez que o país ganha (e não estou falando de jogo da seleção), ele ganha também, mas nem sempre, na verdade, quase nunca, a recíproca é verdadeira.

A verdade é que o “jeitinho”, assim como a “cervejinha”, a “gorjeta” – ou seja lá como é chamado – acaba sempre prejudicando o Brasil e a todos nós por tabela.

Ninguém quer fazer negócios com uma pessoa que não seja séria. Ninguém investe em lugar nenhum onde se saiba que todo seu investimento pode estar nas mãos de pessoas na qual simplesmente não se pode confiar.

Ao contrário do que a grande maioria pensa, o “jeitinho brasileiro” não é motivo de orgulho. É motivo de vergonha e de chacota por outros países.

Certa vez, um famoso estadista francês disse que o Brasil não era um país sério. Confesso que precisei de muita maionese Hellmans’ (alguém ainda se lembra desta propaganda?) para engolir esta frase, mas tive que dar o braço – ou a língua – a torcer.

Somos o país do futuro. O país das possibilidades. Do eterno desenvolvimento. Somos o país do progresso e o país do futuro (!) e se ainda temos pessoas passando fome, crianças abandonadas, mulheres espancadas, e etc., por incrível que pareça, a culpa não é nem do PT, PMDB, DEM, PCdoB, PR, PL, nem tão pouco dos Collors, dos Sarneys, Barbalhos, Magalhães, ou de qualquer outro exemplar da política nacional. Tampouco é da crise financeira internacional, da globalização ou do maligno imperialismo americano.

A culpa é totalmente nossa.

De que adianta a twittosfera toda tentar fazer com que o #forasarney fique entre os primeiros nos Trending Topics se ninguém sai às ruas pedindo seu afastamento. De que adianta reclamar ficarmos indignados com o castelo do deputado Edmar Moreira no conforto do sofá da nossa casa? Como podemos reclamar da atuação da polícia em alguma chacina na favela se subornamos os mesmos policiais quando nos multam? De que adianta falarmos tanto dos políticos e votarmos nos mesmos de sempre ao invés de nos candidatarmos?

O governo não vai mudar se não o fizermos mudar. E nós nunca o faremos mudar se mudarmos a nós mesmos.

É um processo e, como a maioria dos processos, longo e doloroso.

Não esqueçam de que entre nossos filhos estarão os deputados, senadores e presidentes do futuro. Os futuros grandes homens e mulheres do Brasil estão neste momento mais preocupados em saber se quem é melhor: Hanna Montana, High School Musical ou Malhação (Se não faz idéia do que estou falando, procure se informar com o miguxo mais próximo a sua residência).  O que não percebemos é que eles nos observam a cada minuto. O que fazemos de certo e, principalmente, de errado. A velha frase “faça o que digo não faça o que faço” é estória – sim, sem h – para boi dormir.

Elis Regina[bb] já nos lembrava que “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais” e nossos filhos não serão uma exceção à regra.

A não ser que façamos algo.

O precisamos sim, é dar um jeito no Brasil. De “jeitinhos” ele já está farto.

Temos, pelo menos, outros 190 milhões de motivos para nos orgulhar. Podemos viver com um “orgulhinho” a menos.

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Gifs Fail! 2 – a revanche

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