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Garçon, a conta por favor
Posted by Roberto Camara Jr. in Notícia on November 1st, 2009

Passa a régua
As vezes é bom sair do bom e velho feijão com arroz, chamar uns amigos, pegar a mulher, namorada, PF – Não. PF não se leva para este tipo de lugar! – entrar no carro e ir degustar os pratos daquele restaurante novo que todo mundo anda comentando.
Isto é uma coisa natural, completamente normal, totalmente natural seja você um pé-rapado e o restaurante em questão é a barraquinha de churrasquinho de gato da pracinha ou bistrô francês caríssimo frequentado por toda a socialite local.
Lembro que a conta mais cara que já paguei na minha vida em um restaurante foi algo em torno de R$7800,00.
Como diria uma conhecida: Calma. Muita calma nesta hora. Acontece que, trabalhando como Guia de Turismo, levei um grupo de 120 pessoas à churrascaria mais cara de Salvador, na época, com almoço regado a vinho e whisky e só fiz assinar a nota, na verdade. A agência cuidou do resto. Mesmo assim me senti o rei da cocada preta, não vou mentir. Afinal não é todo dia quem se paga uma conta destas.
Quando se é mega-ultra-hiper-jega-bilionário então a coisa muda um pouco de figura.
O oligarca – e entre outras coisas, dono do time de futebol inglês Chelsea - russo, Roman Abramovich, resolveu levar alguns amigos para um almoço no restaurante Nello’s – que já foi usado até como locação para a série Sex and the City – em New York, New York.
Entre trufas brancas, filé-mignon e muito vinho, o resultado foi uma conta de U$ 47,221.09. Vou escrever por extenso para que não haja dúvidas. Foram quarenta e sete mil, duzentos e vinte e um dólares americanos e nove centavos.
Somente isso já é algo que impressiona, certo?
Mas não estamos falando de um simples mortal.
Estamos falando do sujeito que comprou o castelo original do Conde Drácula, na Romênia, por €50 milhões e é dono deste <Ironia_mode=On> botezinho salva-vidas </Ironia_mode=Off>!
Mas voltando à história, o seleto grupo de amigos – 9 no total – devem ter realmente ficado impressionados com o atendimento. Deve ser a única explicação plausível para o que fizeram.
Abramovich -não me perguntem porque – tinha direito a um desconto de 20% o que daria U$7,328.oo a menos na conta. Mas, ao invés de aceitarem o tal desconto, ainda colocaram outros U$5000,00 de gorjeta.
Nada mal para um dia de trabalho…
- Como ganhar 1 milhão de dólares (Texto)
- PF, PA, amizade colorida, ficante fixo… Saiba administrar (Texto)
Um livro por semana – Budapeste
Posted by Roberto Camara Jr. in Uncategorized on May 24th, 2009
Poucas pessoas se lembram mas o alcóolico inveterado sonho de consumo de 9 entre 10 quarentonas cantor e compositor Chico Buarque é filho¹ sobrinho de um dos maiores lexicógrafos – estudioso das palavras. Dicionarista. – brasileiro e criador de um dos mais famosos dicionários, Aurélio Buarque de Holanda.
Para quem tem palavras em seu DNA, ser um escritor é algo natural. E isto se prova mais uma vez em seu terceiro romance. Em Budapeste, Chico se transforma em José Costa, ou Zsoze Kósta, um ghost writer – profissional que escreve cartas, discursos, livros biográficos, etc. para quem (ou em nome de quem) o contrata – que se vê obrigado a pousar em Budapeste, capital da Hungria, devido a uma ameaça de bomba em seu avião.
De volta ao Rio, e à monotonia do dia-a-dia e de um casamento que já não o nutre mais, tudo muda quando um dia descobre que passou a sonhar em húngaro…
O mais incrível deste livro é saber que, apesar dos datalhes incríveis sobre a cidade, sua gente e sua vida diária, Chico Buarque nunca havia estado em Budapeste antes de escrever o livro e, talvez por isso, tenha conseguido enteder tão bem seu personagem que vive de escrever histórias que ele nunca vivenciou.
Mais uma vez, Chico nos leva à dançar com as palavras, nos colocando dentro da mente e da alma do personagem principal. Em Budapeste, o personagem consegue nos transmitir – através de uma leitura leve, gostosa e dinâmica – uma rara oportunidade de viajarmos dentro da complexicidade do seu subconsciente quando já não sabemos mais o que é verdade ou ficção.
Com grande antecedância tomei um taxe, que me deixou na rua Tóth, 84, em vinte minutos. Deixei passar outros quarenta, parado em frente ao portão elétrico, para me anunciar no interfone: José Costa. Era uma vila de casas germinadas, e Kriska me aguardava na soleira do número 17; sem os patins, ela era quase pequena e menos menina. Falou Zsoze Kósta… Zsoze Kósta… me olhando de alto a baixo, como se meu nome fosse um traje inadequado. Deixei que falasse Zsoze Kósta até se habituar e não corrigi sua pronuncia, muito menos caçoei do Kriska, antes, dei-lhe razão e passei a me conhecer por Zsoze Kósta em Budapeste.
Budapeste ganhou o terceiro lugar no Prêmio Jabuti de 2004 e o filme baseado no romance estreou esta semana nos cinemas. Mesmo assim, espero que leiam o livro antes de assistir ao filme. Apesar de cinéfilo assumido, não preciso dizer o quanto a experiência de se ler um livro ultrapassa de longe à de se assistir ao filme.
- Um livro por semana (Dica)
- Vida e morte de um meterossexual (Texto)
- Você aguenta 8 garrafas de vodka (Texto)
Um livro por semana – Zorro
Posted by Roberto Camara Jr. in Uncategorized on May 17th, 2009
Escrever um livro não é tarefa fácil e isso não é nem nunca foi novidade.
Escrever um livro cuja história já é conhecida de 90% da população mundial, manter – se fiel ao personagem e ainda assim conseguir prender o leitor em uma trama do início ao fim, é coisa para gênio.
E somente uma escritora como Isabel Allende consegue isto.
Allende nasceu no Chile e seu pai era primo do ex-presidente chileno Salvador Allende, deposto no golpe militar que lançou o país em uma das piores ditaduras da américa latina.
Ficou mundialmente famosa quando seu livro A casa dos espíritos foi transformado em filme estrelado por Jeremy Irons e Meryl Streep em 1993.
Em Zorro, ela recria tudo o que nós não conhecemos:
O início da lenda.
Os pais de Don Diego de la Vega, sua infância, a formação de sua personalidade, seus amigos, sua fé, suas paixões, amores, lutas e, claro, seu treinamento.
Em 420 páginas tudo o que você pensava que sabia sobre a raposa mascarada é totalmente reformulado.
Zorro – Começo da Lenda é o tipo de livro em que você simplesmente não se contenta que tenha fim. Mesmo fechando com chave de ouro toda a trama, você fica esperando por mais. Praticamente implorando por mais. Tanto que minha primeira reação foi correr para a locadora e pegar todos os filmes disponíveis sobre o personagem.
- En garde, monsiuer! – ordenou o mestre
Diego adotou a segunda posição: o pé direito a curta distância do outro, as pontas formando um ângulo reto, os joelhos um pouco dobrados, o corpo perfilado e como chumbo sobre os quadris, o olhar à frente, os braços relaxados.
- Mudança de guarda adiante! A fundo! Mudança de guarda atrás! Unhas para dentro! Extensão do braço! Coupé!
O mestre logo deixou de dar-lhe instruções. Das simulações passaram rapidamente ao combate, estocadas de fundo, cortes e reverses, como uma dança violenta e mortal. …
… – Onde o senhor diz ter aprendido esgrima, cavalheiro? – perguntou depois de cruzar os floretes com Diego durante alguns minutos.
- Com o meu pai, na California, mestre.
- Um livro por semana – O grande mentecapto (Texto)
- Mais livros de Isabel Allende (Dica)
Um livro por semana – O Grande Mentecapto
Posted by Roberto Camara Jr. in Uncategorized on May 4th, 2009
As desventuras de Geraldo Viramundo pelas bandas de Minas Gerais são um convite à criança e ao adolescente que existe em cada um de nós.
Como sempre Fernando Sabino nos brinda com seu estilo irônico que só quem conhece a fundo as histórias e estórias de Minas, os trejeitos e maneirismos do povo mineiro consegue apresentar de forma tão especial.
O Grande Mentecapto conta as histórias de Geraldo Viramundo, uma criança feliz e imaginativa que acredita poder fazer o trem parar fora de sua estação.
A partir daí sua vida muda completamente de rumo transformando o mentecapto em um… bom. Leia o livro.
Só posso dizer que até hoje, não há quem não me convença de que o famoso Forrest Gump não foi baseado nele.
Apesar da estrada, que ele já apanhou bastante mais movimentada e atraente, infância de Geraldo Viramundo ocorreu como a de seus irmãos. Como seus irmãos ele comeu terra, botou lombrigas, arrebentou cupim para ver como era dentro, seguiu as formigas para ver onde iam, misturou açucar com sal no armazem, furtou garrafa de guaraná e depois mijou dentro botando no lugar para o pai não descobrir
Como uma verdadeira traça que sou, um devorador de livros, além de um cinéfilo amador, nada mais justo do que dividir com vocês um pouco deste meu lado.
Com isso nasce hoje uma nova proposta no Me Tire Deste Ócio!!!:
Um livro por semana, onde darei dicas de alguns dos meus livros prediletos.
Não preciso nem avisar, não é? Usem e abusem dos comentários para sugerir novos livros, deixar suas críticas ou o que vier à cabeça.
- Mais uma ótima dica de livro (Dica)











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