No ano de 1993 eu ganhei uma bolsa para estudar fora do país. Juntei as economias de toda a família e fui para Israel fazer um curso de um ano em educação não-formal – algo no estilo que Gilberto Freire criou: Jovens educando jovens.

Assim, aos 18 anos, levei minhas malas para minha 1ª viagem internacional.

Ao contrário do que a mídia mostra, Israel é um país tranquilo e foi lá que tive a oportunidade de assistir ao melhor show da minha vida:

Dangerous World Tour de Michael Jackson.

Apesar de estar acostumado com o carnaval da Bahia com milhões de pessoas dançando atrás dos trios, de já ter ido à vários outros shows nacionais e internacionais aqui no Brasil e até mesmo ter ido ao 1º Rock in Rio em 1985 com apenas 10 anos de idade eu ainda não estava preparado para o que veria.

A produção perfeita, o maior palco que já tinha visto em minha vida, um espetáculo de realmente tirar o fôlego.

E ali estava eu.

Para mim não importava que estivesse entre outras milhares de pessoas a não sei quantos metros de distância.

De tão longe, Michael era um pouco mais que um ponto dourado – Sim! Dourado. – mas eu queria poder absorver tudo, afinal não somente o Rei do Pop era o show, o palco todo era o show, a multidão inteira era o show e eu era parte da multidão.

Os maiores e melhores efeitos visuais que eu já tinha visto enchiam os olhos de todos fazendo muita gente ir às lágrimas em muitos momentos. Lágrimas de alegria e de emoção como se quisésse gritar para todos os meus amigos, para minha família, o pessoal do trabalho :

“Mãe, estou no show de Michael Jackson”.

Alguns poderiam dizer que ele já não era o mesmo do início da carreira. Que já estava mais branco do que negro. Que isso ou que aquilo. Lêdo engano. MJ tinha uma capacidade assustadora de mostrar à que veio e provar – como se ele realmente precisasse provar alguma coisa – por que era o Rei.

Prometi a mim mesmo que algum dia, veria um show dele de novo.

Mas Michael Jackson morreu.

Pelo menos é o que dizem, e esta será uma das promessas que tinha certeza de que não poderia mais cumprir.

Pelo menos até descobrir que os ensaios do último show de Michael Jackon haviam sidos gravados e transformados em um filme.

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“This is it” é o resultado de mais de 100 horas de gravações dos ensaios para os shows que seriam realizados em Londres – cujos ingressos já estavam esgotados meses antes. Nos mostra um Michael Jackson como não havíamos visto antes: Criando, ensaiando, trabalhando duro para que tudo saisse perfeito.

Minha alegria aumentou ainda mais quando soube que This is it iria para as telas do cinema – Para mim, uma chance de (quase) poder cumprir minha promessa – por apenas 2 semanas antes de ser lançado em DVD pela Sony Pictures.

Com tão pouco tempo de exibição, não perdi tempo e já comprei meu ingresso pelo site oficial do filme, por garantia.

Afinal, nunca mais teremos a chance de ver MJ como ele realmente era: Grande.

This is it tem estréia marcada para o dia 28 de outubro de 2009.

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