Eu sempre olhei as mulheres com uma certa curiosidade.

Afinal, para mim, elas sempre foram um mistério.

O riso, o jeito, os olhares, a forma de pronunciar as palavras, a forma como conseguiam -- e ainda conseguem -- me hipnotizar, a vontade de saber o que -- afinal de contas -- elas tanto conversavam, tanto riam, tanto olhavam.

Sempre as coloquei em um pedestal e, até que provem o contrário, sempre as colocarei. Sejam elas amigas, paixões, minhas primas, tias, namorada ou minha própria mãe.

Mulher não arrota, não peida, não faz cocô, não xinga, não coça a virilha, não tem idade nem peso.

Mulheres são fortes. Muito mais fortes que nós marmanjos que adoramos arrotar valentia. Duvida?

Para começar elas não tem vergonha de mostrar que estão sentindo dor. Quem já ouviu alguém dizendo que “menina não chora”?

Chora, berra, esperneia, coloca tudo para fora e volta mais forte, mais esperta, mais inteligente ainda.

Eu queria ver o que aconteceria se nós homens tivéssemos cólicas uma vez ao mês e mesmo assim fôssemos trabalhar com um sorriso no rosto fingindo que está tudo bem, que não estão sentindo dor alguma.

Força física é uma coisa. O que as mulheres tem é algo muito maior. Mais poderoso. Mais cobiçado.

A resistência física da mulher é como todo o resto: mais duradoura.

É então que justamente hoje, no Dia da violência contra a mulher, ao invés de ficar aqui dizendo o que deveria ser óbvio -- que aqueles animais supostamente racionais do sexo masculino que batem, humilham, estupram, esquartejam, xingam, abusam ou cometem qualquer outro tipo de violência contra as mulheres, não pode ser chamado de humano, quanto mais homem.

Uma coisa eu lhes digo:

às mulheres, eu só tenho a agradecer por existirem.

Este post faz parte do que é conhecido na Blogosfera de Blogagem Coletiva, quando vários autores se unem para escrever sobre um mesmo tema.

Cada um com o seu ponto de vista em sua especialidade.

Por isso, enquanto o publicitário Jorge Martins do Detesto Gente Inteligente, analisa o tema com o seu humor soteropolitano, o  Ten. PMBA Danilo Ferreira, em seu Blog Abordagem Policial, fala sobre o lado ilegal da questão  ao mesmo tempo que o Caio Costa do Blogcitário, nos mostra a visão da publicidade sob o assunto.

Por último, mas talvez o mais importante, indico o post da minha querida namorada Dani Vidal em seu Blog Hello Stranger, que escreve de uma ótica que nenhum dos acima citados -- e eu incluso -- poderíamos fazer:

O Ponto de vista de uma mulher.

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