De volta ao passado




Uma frase atribuída a Einstein dizia que ele não sabia como seria a 3ª Guerra Mundial, mas tinha certeza de que a 4ª seria com paus e pedras.

Uma alusão ao medo que o mundo sentia durante a guerra fria quando todos  se preocupavam com a possibilidade do planeta ser destruído com pelos mísseis nucleares.

Hoje em dia, a maior preocupação são os ataques biológicos e as chamadas “bombas sujas” por terroristas.

Nos confins do Quênia, no entanto, onde as divisão políticas ainda são baseadas no na etnia e no sistema de tribos as situação é um pouco diferente.

Durante os conflitos que ocorreram depois de eleições – que foram consideradas fraudulentas pelos observadores internacionais – em dezembro de 2007 em um país com uma renda per capta de U$ 1,699.oo – para se ter uma ideia, a renda per capta brasileira gira em torno dos U$ 10,326.00 – que “elegeram” o atual presidente Mwai Kibai, da tribo Kikuyu obrigaram os oposicionistas liderados pelo candidato derrotado Raila Odinga, da tribo Luo, a voltarem no tempo e fabricar arcos e flechas.

Apesar de não participar diretamente do conflito, era possível ver mulheres e crianças na vila de Orongai, que fica em Masai Mara, uma das sub-divisões do  Quênia, em cerca de 5 pequenos grupos de 10 pessoas fabricando as armas.

“Em um dia podemos fabricar entre 80 e 100 flechas” diz Silvester de 24 anos “Nós usávamos espadas mas elas não eram tão efetivas.”

As pntas das flechas são as vezes embebidas em veneno de cobras ou sapos aumentando ainda mais sua mortal eficiência.

Os arqueiros contam que a grande vantagem dos arcos e flechas é que as pessoas geralmente não tem como saber quando estão sendo atacados até serem atingindos.

“Antes deste conflitos flechas não eram usados para este tipo de ataques recentes. Elas eram principalmente usadas em atividades como a caça” diz o ex-comendante da polícia Everest Wasige “Isso é obviamente muito novo e muito errado.”

Em fevereiro de 2008, sob o ausício do antigo secretário geral da ONU Kofi Anan, o Acordo Sobre a Nação e a Reconciliação foi assinado que inclui a formação de um governo de coalizão acabando com o conflito que deixou 1000 mortos e 250 mil  pessoas desalojadas.

Mesmo não sendo tão novas assim, as imagens ainda impressionam

Fontes: Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

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