Se alguém já se deu ao trabalho de clicar na aba Ocioso de Plantão aqui no Blog, vai perceber que entre as várias profissões que já exerci uma talvez chame a atenção: a de coveiro.
Quem acompanha o Blog há mais tempo sabe que passei 8 anos de minha vida fora do país, em Israel para ser mais exato, e parte deste tempo foi passado em um Kibuttz – uma daquelas famosas “fazendas coletivas” sobre a qual aprendemos em meio capítulo nos livros de geografia antes do vestibular. Neste lugar o esquema de vida é totalmente diferente do que conhecemos. Lá, tudo é de todos e, não importa se você é o CEO da maior empresa de produtos de irrigação do mundo, com fábricas em 4 continentes que pertence ao kibuttz, o sujeito que faz pequenos reparos nas casas, uma passadeira de roupa na lavanderia ou o sujeito responsável pela máquina de lavar pratos do refeitório comunitário, todos tem os mesmos direitos e deveres e isso inclui até mesmo o salário e o plantões as 3:30 da manhã no curral para – literalmente – meter o pé na bosta e tirar leite de vacas. A diferença não está no tipo de trabalho que você faz mas sim na sua necessidade. Por exemplo, o citado CEO da fábrica, por questões profissionais, tem prioridade no uso de um dos vários carros que o kibutz proporciona aos seus membros. Por outro lado, a senhora que trabalha na lavanderia pode ganhar uma casa maior, caso tenha mais filhos, e as devidas ajuda de custos por conta disso também.
Uma confissão a fazer: Sou péssimo de cama. Este negócio de deitar e dormir não é mesmo comigo. Na verdade chego a ter uma certa inveja de quem consegue fazer isso.
Falando sério agora, sou mais um das dezenas de milhões de pessoas no mundo inteiro que sofrem com distúrbios do sono. O problema é tão grave que em 1990 foram classificados 70 tipos diferentes registrados pela Organização Mundial de Saúde em um código chamado International Classification of Sleep Disorders (ICSD) (algo como Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono).
Apesar de ter um sono relativamente tranquilo, chego a levar horas – literalmente falando – para conseguir pegar no sono. O que pode parecer um problema só meu, no entanto, acaba atrapalhando quem estiver comigo em casa, pois fico navegando na web (sabe como é chato tentar dormir enquanto alguém fica teclando no computador?), lendo ( não dá para ler no escuro, dá?), assistindo filmes e seriados (Tv ligada: Já não bastasse a luz tem o som para atrapalhar também), ou me virando de um lado para outro na cama enquanto tento forçar o bendito sono a vir.
Uma nova máquina, no entanto, parece ter entrado na batalha contra o mal dormir: A Dream Machine – ou Máquina dos Sonhos – da Durable Products Company, que entre outras coisas também fabrica colchões, promete deixar seu sono muito mais agradável.
Para isso ela cria um travesseiro exclusivo, de acordo com as suas necessidades, na hora.
Em tempos de revolução de sofá, quando milhões de internautas brasileiros ficam indignados com a situação política e como máximo de revolta tentam convencer um ator americano a também entrar em uma campanha fadada a morrer sem nunca ter realmente nascido como foi o famoso (alguém ainda se lembra?) #forasarney fico feliz em ver dezenas de Blog de todo o país em pró de algo relativamente simples mas um 1º passo para finalmente mostrar que o tal sofá não é assim tão confortável quanto parece e que a geração dos filhos dos filhos da revolução sabe sim se unir e usar o poder da internet para algo concreto.
Quando eu era pequeno, a maior prova de minha capacidade artística, coordenação manual e inteligência era conseguir transformar um monte de palitos de picolé, massa de modelar e cartolina em um presente útil para meu pai para que ele pudesse mostrar a todos no escritório o quanto seu filho era capaz e o amava tanto que havia feito um lindo cinzeiro para que ele pudesse fumar seus cigarros e se matar aos poucos sem culpa alguma.
Bons tempos aqueles em que o termo “Politicamente incorreto” não havia sido escrito ainda.
Eu imagino o que ganham os pais de presente dos filhos hoje…
Ainda assim, anos depois que meu pais já se foi, posso lhes dizer que o Dia dos Pais é simplesmente tão solitário quanto o dia dos namorados quando se está solteiro. Afinal de contas, seus amigos estarão enfrentando aquelas filas enormes nas churrascarias, dando presentes e você estará em casa com a certeza de que não adianta ligar para ninguém para sair pois todos tem programa.
Claro que tem sempre aquela pessoa que te convida para ir almoçar com eles e você fica ali dando risada das histórias dos outros enquanto fica se culpando por todos os cinzeiros que deu na vida de presente para o seu próprio pai e no que faria caso encontrasse a filadumasenhoradevidanadafácil da sua professora de artes na sua frente. Não adianta; é como o dia dos namorados. Por mais que você saia e caia na gandaia em alguma festa para solteiros, você termina a noite com inveja dos amigos que provavelmente não acordaram sozinhos no dia seguinte…
Aos que não tem pais ou namoradas, não esqueçam que um dia isso ainda vai mudar. Afinal de contas, o pai passará a ser você.
Por isso que desejo à todos nós, que somos, pelo menos, filhos um feliz dia dos pais.
Bem.
Filosofias à parte e com o devido atraso, aqui estão os links desta semana da semana passada, no Me Tire Deste Ócio!
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