Margareth Menezes: “Pagode é uma porcaria”
Durante uma palestra em uma universidade aqui em Salvador, Margareth Menezes não poupou palavras para demonstrar todo o seu desgosto pelo pagode.
Fui fazer um show aqui em Salvador onde tinha uma banda de pagode que tocaria depois de mim. Eu cantei samba-reggae, cantei reggae e o povo não reagia. O povo só reagia à quebradeira, aquela coisa ridícula. Eu acho aquilo ridículo mesmo. É uma porcaria!
Para mim, música depende de 3 fatores:
- O local onde estou: Não adianta insistir! Uma apresentação de um Dj em um teatro, tenha santa paciência!
- A companhia: Quem está comigo? Meus amigos de farra, meu chefe ou meus sogros? Tudo isso influencia se vou me acabar num funk, contrariar Margareth e me quebrar num pagode ou simplesmente curtir uma ária da ópera Aida.
- A quantidade de sangue no meu álcool…
Eu particularmente nada tenho contra um bom pagode -- assim como um bom funk. São 2 ritmos que curto bastante. Dificilmente me encontrarão ouvindo um CD inteiro de pagode em casa, dirigindo ou no meu mp3 player, mas estando de acordo com as regras que citei acima -- no carnaval, ensaio de banda de axé ou em festinhas na casa de amigos regadas a litros de cerveja, por exemplo -- não vejo mal nenhum em curtir um bom pagode.
Acontece que existe uma enorme diferença entre curtir o ritmo, a batida de uma música e aceitar o que estão dizendo e creio que é sobre isto o que Margareth está falando. Dançar é uma coisa, concordar com letras do tipo só as cabeças, só as cabecinhas é outra questão totalmente diferente.
Podem discutir e reclamar que a grande maioria de nós adora ir para boites e ninguém está muito interessado no que estão cantando. Em boa parte dos casos, nem prestamos atenção na letra.
Outro ponto importante é a questão da vulgarização e a infantilização (existe esta palavra?) do sexo -- em especial as mulheres -- como fala o pseudopolêmico Cardoso em seu post.
Que atire a primeira pedra quem não curtiu Short dick man ou I’m too sexy nos anos 90′ ou quem nunca cantou vamos simbora pro bar.. beber, cair, levantar quando haviam crianças por perto.
Quando eu era pequeno, as músicas do Olodum, por exemplo, eram verdadeiras aulas de história que me salvaram até em questão do vestibular.
Vamos devolver a letra à música popular brasileira!
Vamos devolver a infância à nossas crianças!
Vamos reaprender a nos divertir.
Vi a notícia aqui.
- Pedofilia é coisa séria (Texto)
- A bonequinha do canto (Texto)

TweetPor essa a empresa de fotocópias mais conhecida do mundo não esperava. Um sujeito desempregado ligou uma impressora multifuncional a uma bateria de 12 volts presas a uma espécie de cinto e passou a oferecer fotocópias a R$0,15 na rua em frente ao escritório da Receita Federal em um dos bairros de classe média-alta de [...]



May 22nd, 2009 at 13:00
Perfeito o que ela falou, agora , quero ver se tem muita gente pra comentar….
May 22nd, 2009 at 13:35
Cara, onde tem muié bonita, eu tolero MC Créu, Latino, Psirico, “Calypsooooooô!”… E ainda encaro uma Nova Schin… quente. É isso ou não como ninguém. Qualquer mulher que goste dessas coisas pode ser facilmente convencida a ir prá cama.
May 22nd, 2009 at 16:11
Tá certa a Margareth. Meus ouvidos não são latrinas para decompor essa nova m… musical.
May 22nd, 2009 at 16:31
Estou atirando minha pedra.
Eu não entendi se você concordou ou discordou do que foi dito no video, de qualquer forma, eu discordo de algumas coisas ditas no seu texto, principalmente:
“Dançar é uma coisa, concordar com letras do tipo só as cabeças, só as cabecinhas é outra questão totalmente diferente”
Não é diferente, de jeito nenhum. Dançando ou ouvido a letra (letra??) você está ouvindo a musica (música??) e, de certa forma, divulgando E custeando essas porcarias.
Quanto mais pessoas pensarem assim, mais batidinhas com letras ridículas teremos por ai.
De qualquer forma, não leve como uma ofença e sim como meu ponto de vista, assim como você tem o seu.
O que mais me revolta é ter de pegar coletivo todo dia com os “manos” que penduram celular no pescoço e colocam esse barulho pra tocar imaginando que todos gostam disso… Mas isso já é uma oooutraaa história…. =)
Abraços!
May 22nd, 2009 at 17:22
Eu concordei em parte e discordei em outra, meu caro.
Para mim, o ritmo do pagode, em seu devido lugar, é contagiante.
Danço e curto quando o momento, o local, a companhia e a cachaça convém.
Mas daí a concordar com as letras das músicas, são outros 500…
Um abraço,
July 4th, 2009 at 15:25
Concordo com o que a Margareth disse,pois somos bombardeados com essas porcarias que as gravadoras jogam no mercado,não importando conteudo contanto que elas tenham lucros.Sou obrigado a ouvir essas duplinhas sertanejas ou bandas de forró que de forró não tem nada quando passo em frente a uma loja ou quando um imbecil passa por mim com o volume do radio do carro nas alturas,ou outro com uma porcaria de um celular na condução.Não suporto essas tais mulheres frutinhas nesses programas mediocres de televisão.Infelizmente a tendência é piorar,acho que estou me tornando espécie em extinção.
September 13th, 2009 at 14:24
concordo em numero e grau com MARGARETE
AQUI EM FORTALEZA SOMOS BOMBARDEADOS
PELO PAGODE E TAMBEM PELO O LIXO CHAMADO FORRO ELETRONICO TIPO AVIOES DO FORRO E,CALCINHA PRETA ETC…. MUSICAS HORRIVEIS E APELATIVAS E UMA TOTAL DESRESPEITO AOS NOSSOS OUVIDOS
September 17th, 2009 at 12:09
Bem, assim como no rio de janeiro predomina o funk, na Bahia predomina o pagode. Creio q tal manifestação da Margareth é meio que uma dor de cotovelo,pois se repararem todas as outras cantoras de axé que gostam e ajudam a divulgar o pagode estão sempre no topo, dentre elas estão Ivete Sangalo, Claudia Leite e até mesmo a Daniela Mercury, porem isso não acontece com Margareth Menezes, que entoa com toda a sua bela voz os dizeres: Toté toté de maiangá maiangolê, que creio que dentre nós são poucos os que entendem tais dizeres.
January 8th, 2010 at 20:32
concordo plenamente com ela e uma merda mesmo essa porcaria de pagode
February 14th, 2010 at 21:45
[...] E pagode presta? (Vídeo + Texto) [...]
February 21st, 2010 at 02:05
vou atentar para um detalhe, o pagode que ela esta se referindo, a tal de quebradeira, é o pagode da bahia, que é totalmente diferente do pagode do rio de janeiro
April 19th, 2010 at 08:11
Muitos colocam a culpa na cachaça e na promiscuidade, mas quem não toma cachaça e não gosta de promiscuidade é obrigado a gostar dessas pornôgrafias? Muitos axezeiros são apenas fanfarrões que nem sabem a origem do axé, da palavra axé de verdade. Por isso não se interessam pelo estilo da Margareth Menezes e acham que sucesso é aparecer na globo.