Anna Chapman – a espiã das redes sociais
Anna Chapman é uma russa de 28 anos que, segundo diz, foi de Londres para Nova Iorque depois de ter se divorciado do marido há 5 anos.
Tudo não passaria de mais uma história de uma mulher bonita que vai tentar a sorte na cidade que – imagino eu – 10 entre 10 pessoas já pensaram em conhecer se não fosse um pequeno detalhe:
De acordo com o governo dos Estados Unidos, Anna é uma espiã.
Anos depois da Guerra Fria travada por décadas entre os imperialistas americanos e os socialistas comedores de criancinhas russos, o embate que foi motivo de – lá vem eu de novo… – 10 entre 10 roteiros de filmes policiais e de ação até a década de 80, o mundo da espionagem volta a fazer manchetes nos jornais e noticiários.
Oficiosamente, ela é a proprietária de uma corretora de imóveis, a PropertyFinder Ltd., um indexador imobiliário online voltado para o público russo e adorava sair a noite em busca de rapazes como qualquer outra garota nova-iorquina, diz Steve Fox, um promoter da cidade que afirmou ter visto a ruivinha em festas de alto nível mais de uma vez.

Anna fazia parte de um grupo de 11 russos que viviam há anos nos Estados Unidos e formavam uma rede de espionagem que transmitia informações “delicadas” para a SRV (a versão moderna da KGB), o serviço secreto russo. Alguns dos acusados são casados e com filhos nascidos por lá o que complica ainda mais a situação pois, em teoria, estes filhos seriam cidadãos americanos completos.
Ela e seus comparsas utilizavam métodos que lembram os antigos filmes de espionagem como micro-filmes, cartas codificadas e rádios de ondas curtas escondidos em casa. Para prendê-la o FBI montou uma verdadeira armadilha onde um de seus agentes se fez passar por um contato da embaixada russa, informou que a rede havia sido descoberta e marcou um encontro em uma loja da Starbucks – rede de cafeteria – para entregar um passaporte falso para que com ele, ela pudesse sair do país. Quando Anna foi ao local do encontro e aceitou o tal passaporte, isso foi considerado uma confissão de culpa e foi presa na hora.
O nome verdadeiro de Anna (Ou Anya como também era chamada) Chapman era Anya Kushchenko. O FBI conseguiu montar um perfil completo onde descobriu, por exemplo, que Anna era filha de agentes da antiga KGB. Coisa que sua mãe, claro, nega veementemente.

Ao contrário do que se pode imaginar, onde espiões tentariam se manter “abaixo do radar”, ela possuía contas em redes sociais como o Twitter, Linkendin e até Facebook onde o que não faltavam são fotos que foram publicadas pela mídia americana.
Claro que, como bom cinéfilo que sou, toda esta história me fez lembrar de um clássico dos clássicos dos filmes de espionagem, Moscou contra 007 ou, em seu título original, From Russia With love onde Sean Connery, no papel do famoso agente britânico James Bond é chamado para ajudar uma secretária da embaixada soviética na Turquia que diz querer desertar levando consigo um decodificador.
A história toda acabou tendo um final feliz já que, provavelmente para diminuir o impacto do escândalo em uma época em que Washington tenta se reaproximar do Kremelin, na semana passada, dia 8/07, em Viena, na Austria, os governos americano e russo realizaram algo que não era visto há décadas: Uma troca de agentes acusados de espionagem em seus respectivos países.
A pergunta que lhes faço é: Será que você suspeitaria se alguém do seu convívio fosse na verdade uma espiã? Antes de responder lembre-se que até mesmo o ex-marido de Anna não fazia a menor ideia da verdadeira profissão de sua ex-mulher.
Para saber mais: Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui.


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July 16th, 2010 at 15:25
#metiredesteocio Anna Chapman – a espiã das redes sociais http://goo.gl/fb/VlGAX
July 16th, 2010 at 15:27
Espionagem moderna é assim: http://bit.ly/diV4Vr
July 18th, 2010 at 23:05
[...] que saudades da Mata Hari (Isso sim era [...]
July 27th, 2010 at 15:13
[...] A espiã das redes sociais; (matéria muito [...]