Sempre fui louco por jogos eletrônicos.
Minha maior alegria quando era pequeno era ir ao aeroporto buscar meu pai e passar um tempão gastando o dinheiro que conseguia convencer meus avós a me darem e gastar tudo na área de jogos que tinha por lá.

Como na época meu pai – um beijo pai – trabalhava na área de importação e exportação de uma empresa de produtos plásticos e viajava, praticamente, a cada 15 dias, já viram, não é?

A alegria era constante.

No início dos anos 80 – põe início nisso – meus pais puderam me colocar em uma escola americana aqui em Salvador e lá, uma vez por mês, tínhamos aula em um dos apple II que possuíam. Tais aulas, não passavam de joguinhos educativos, claro.

atari 2600

Quando a bola era quadrada

Mas meu 1º contato com jogos em casa – dos outros, não na minha – foi quando uns amigos de meus pais vieram passar as férias com os avós e trouxeram o que, na época era uma verdadeira revolução: Um TK-85. Computador pessoal do tipo em que se usava ainda fitas K-7 como memória e para jogar uma espécie de labirinto cujo personagem principal não passava da letra “X”, era preciso esperar o jogo carregar, ou seja, colocava-se a fita no gravador ligado ao computador, apertava-se Play e FastForward juntos e esperava… esperava… esperava….

Não lembro exatamente quando foi meu 1º contato com um Atari. Se não me engano, foi na casa de minha avó no Rio de Janeiro, onde minha tia, que morava com ela na época, tinha um.

Lembro, no entanto, que só tinha uma coisa em mente a partir daquele momento: Eu precisava ter um.

Meu sonho só se realizou muitos anos mais tarde quando, depois de uma viagem aos Estados Unidos, meus pais trouxeram o tão esperado Atari de presente.

Foi meu 1º e único video game.

Depois disso, precisei me contentar com meus computadores.

Mesmo assim, resolvi dividir com vocês meus jogos preferidos do bom e velho atari.

Missile Command no Atari 2600

Só anos depois fui descobrir que aquilo não eram raios

Nenhuma lista de jogos de atari poderia ser feita sem nos lembrarmos do jogo que vinha junto com o console.

Em Missile Command, você era responsável pela artilharia anti-aérea e precisava acertar nas bombas – que mais pareciam raios – que eram lançadas contra as cidades sob sua responsabilidade.

O truque do jogo era entender o delay que existia entre o momento que você lançava seu míssil anti-bombas e o tempo que ele levava para atingi-la.

Pacman no Atari 2600

Afinal de contas, o que era mesmo que ele comia?

Como falar de Atari sem falar do seu mais famoso personagem?

Era impossível não se viciar em PacMan, o monstrinho amarelo comedor de sei lá o que vivia fugindo de estranhos fantasmas em um labirinto.

PacMan acabou se tornando o símbolo máximo de toda uma geração de saudosistas nostálgicos fãs assumidos dos anos 80.

Pitfall no Atari 2600

A única aventura da sua vida

Para uma geração que viu os primeiros filmes de Indiana Jones no cinema, Pitfall era o suprassumo dos suprassumos. Era a mosca no cocô do cavalo de Napoleão. Afinal, com certeza, controlar o bonequinho que balançava de cipós como Tarzan e fazia jacarés de ponte, como James Bond (assista Viva e deixe morrer) era o mais perto de uma verdadeira aventura que a grande maioria da população poderia ter.

River Raid no Atari 2600

Que Tp Gun que nada!

Muito tempo antes de Tom Cruise e Val Kilmer participarem de uma das cenas mais homossexuais do cinema jogarem vôlei de praia enquanto pilotavam aviões a jato contra russos malvados, River Raid já dava asas a imaginação de milhões de crianças e adolescentes ao redor do mundo.

Pilotando seu avião dentro de um cânion, os objetivos era simples: Não bater em nada e detonar tudo o que viesse pela frente.

Seaquest no Atari 2600

O melhor de todos!

Enquanto River Raid tomava conta dos ares, Seaquest cuidava das profundezas dos oceanos.

Admito que este era o meu jogo número 1 e eu era realmente craque.

Nele, você controlava um submarino que precisava resgatar uma quantidade de mergulhadores enquanto se defendia de tubarões enormes e outros submarinos embaixo d’água e contra torpedeiros na superfície.

O truque era resgatar o maior número possível de mergulhadores  para assim ter mais tempo de oxigênio em cada descida.

Continue  lendo para ver o último item da lista.

X-man no Atari 2600

Sexo em 8 bits

Quem pensa que sexo e sacanagem são exclusividade da internet, pode ir tirando o pintinho do molhado. Muito tempo antes de qualquer um aqui abrir sua 1ª conta de e-mail, a sacanagem já rolava no mundo dos vídeo games.

Neste misto de PacMan com filmes pornô, você controlava um bonequinho que muito bem poderia ser garoto propaganda do viagra e precisava atravessar um labirinto enquanto fugia de tesouras, dentaduras e outros objetos cortantes que pretendiam ir um pouco além de uma simples circuncisão.

Caso conseguisse chegar inteiro ao final do tal labirinto, você se via de cara com a mulher dos sonhos de vários nerds da época e precisava esfolar o joystick – literalmente falando – para fazê-la chegar ao orgasmo.

Enquanto muitos destruíam seu objeto de prazer – o joystick -  segredo da coisa, na verdade, era achar o ritmo certo para deixar a garota 8bits – nenhum parentesco com o 8 Bits do Blog Sedentário e Hiperativo – pronta para outra.

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