Vai um cafezinho? Uma das bebidas mais consumidas no mundo é companhia para milhões de brasileiros – e um vício para parte deles. É também considerada muito saudável, por possuir potássio, zinco, ferro, magnésio e outros minerais. Três a quatro xícaras por dia podem prevenir mal de Parkinson, depressão, diabete, câncer de cólon e ajudar no tratamento contra o consumo de álcool e drogas. Até no combate a dengue a borra do café (pó que fica após passagem de água fervente) pode ser usada.
Dentre tantas utilidades, o café está sendo usado também na robótica. Juntando-o a um balão, desses de festa mesmo, pesquisadores da Universidade de Chicago desenvolveram uma espécie de mão robótica, sem qualquer tipo de garra, que segura objetos com muita facilidade. Robert Green, goleiro inglês famoso pelo verdadeiro frango que tomou em plena Copa do Mundo de 2010, deve adquirir a invenção logo que estiver no mercado. A torcida inglesa agradeceria.
Na continuação do post você fica sabendo mais sobre a mão robótica com pó dessa bebida milagrosa.
Financiado pela DARPA, agência de pesquisas em defesa dos EUA, o projeto partiu da Universidade de Chicago, Universidade de Cornell e da empresa iRobot Corp. O funcionamento é tão simples que chega a ser inacreditável. O processo físico é denominado Jamming – aumenta-se a densidade para tornar a matéria mais rígida. Em outras palavras, o pó do café, que fica dentro do balão, torna-se sólido assim que o balão se molda ao objeto e o ar é sugado, agarrando o alvo. Quando a pressão libera o ar, o objeto se solta.
A “mão” é mesmo impressionante no quesito eficiência, pois tem uma excelente pegada. Se garras podem não segurar um objeto com tanto jeito, com a mão se pode agarrar objetos extremamente frágeis, como um ovo de galinha, sem perigo de quebrar ou escapulir. Outros materiais bem mais pesados também podem se aderir sem qualquer problema. Coisas ainda mais impressionantes como pegar uma caneta e escrever ou mesmo segurar o copo pela borda e virar o líquido em outro recipiente é bem simples.
E é por essa fácil interação com objetos que, segundo um dos professores associados da Universidade de Chicago, Hod Lipson, o produto já poderia estar no mercado. Para Hod, é o mais longe que se foi quanto à interação robótica.
Antes da utilização do café, outros grãos como a areia também foram testados. A aderência da areia foi melhor, mas o peso era bem maior e o pó do café se mostrou ideal.
Agora a pergunta é: vai uma mãozinha?
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