Cary Grant e Ingrid Bergman em Interlúdio

Cary Grant e Ingrid Bergman em Interlúdio

Em 1946, o grande diretor de cinema Alfred Hitchcock, teve problemas com a censura americana – sim. Acabo de destruir sua ilusão de que os Estados Unidos são realmente a terra da liberdade. Eles também tem censura por lá – por causa de uma cena em que Cary Grant e Ingrid Bergman trocavam interruptamente pequenos beijinhos por um longo período de tempo, no filme Interlúdio.

Apesar do escândalo entre os censores, estes nada puderam fazer pois, não sendo um beijo contínuo, mas sim uma série de beijos intercalados com linhas de diálogos, a cena foi liberada, tornando-se uma das primeiras cenas sexy’s da telona.

Impressiona também, o fato de ser Siren Alicia – personagem de Bergman – quem seduz o pobre rapaz, algo totalmente fora do esteriótipo para a época.

Lembro que há muitos anos atrás, estava eu na praça de alimentação de um shopping da capital baiana com a minha então – desculpe querida, preciso te confessar: Você não foi a 1ª mulher da minha vida, mas sem dúvidas é a única hoje em dia – namorada quando no meio de frases românticas e trocas de carinho – daqueles que são permitidos em público, diga-se de passagem – trocamos um beijo.

Não lembro quanto tempo levou mas não foi nada muito exagerado ou lascivo, posso garantir, mas a mão do segurança do shopping tocando meu ombro e com uma cara de quem está seguindo ordens de alguém e o que ele disse – Olha, me perdoem, eu tenho certeza de que este é um momento muito lindo e especial para ambos mas preciso pedir que parem pois podem deixar algumas pessoas constrangidas. – são coisas que ficaram para sempre guardadas na memória deste blogueiro que vos escreve.

Me fez sentir como nos filmes que se passam nos anos 50 – 60 em que durante o bailinho de final do ano letivo, os professores ficavam passando com uma régua por entre os casais dançando, para “indicá-los” a distancia permitida entre os pombinhos.

Lembrou também uma velha piada entre um noivo prestes a se casar e seu Rabino ultra ortodoxo:

- Rabi, agora que vou me casar, eu posso dançar com minha noiva?

- Não, não pode.

- E depois que eu me casar?

- Também não pode.

- Tocar nela eu posso?

- Tocar pode, claro.

- Posso beijá-la?

- Beijar, pode.

- E fazer amor com ela?

- Fazer amor, pode e deve!

- De todas as formas?

- Claro. Está no Talmud que é obrigação do marido satisfazer sua mulher.

- Todas as posições?

-Pode também. Por cima, de 4, de lado, sentado, deitado, pendurado, papai-mamãe, pela frente, por trás, 69, como vocês quiserem. Só não podem de pé.

- Ué Rabi? Não entendi. Posso fazer amor de todas estas formas só não de pé? Por que?

- Por que aí vocês podem se entusiasmar e começar a dançar e isso, não pode!

  • O filme Interlúdio de Hitchcock inteiro no YouTube (Dica)
  • É proibido namorar na praça (Texto)

Fonte.

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