Há 44 anos o mundo inteiro sonha em um dia poder viajar na nave espacial mais famosa da ficção. A NCC-1701 Enterprise tornou-se muito mais que um simples aparato na série e é considerada pelos Trekkers – fãs da série – como um dos mais importantes e cativantes personagens.
Este post vai como uma sincera homenagem a uma grande companheira que me acompanhou desde a mais terna infância quando a série original foi reexibida na Tv no final da década de 70′ e início dos anos 80′ (Colé? Tenho 35 primaveras. Sou de 1974). Com o lançamento no ano passado filme StarTrek, do diretor americano J.J.Abrahams, a série ganha um reboot e este quarentão (a série, não eu), ao que parece ganhou um novo fôlego e, com isso, uma nova legião de fãs. Pensando neles selecionei algumas curiosidades sobre a tão importante NCC-1701 Enterprise.

Visão do Capitão Kirk

Indo onde ninguém jamais foi

Então assumam seus lugares, liguem seus Tripods, tirem logo esta camisa vermelha e se preparem para embarcar comigo, indo onde nenhum Blogueiro jamais foi…

As verdadeira Enterprises

Enterprise original

Navegando COM as estrelas e não entre elas ainda

A nave de Star Trek – ou Jornadas nas Estrelas para os mais xenófobos – não foi a 1ª a se chamar Enterprise. Na verdade, várias outras receberam esta honra. A 1ª foi a fragata francesa L’Enterprise que foi capturada pela Marinha Real inglêsa e rebatizada de HMS Enterprise. Depois desta, houveram 14 outros navios com o mesmo nome na história da frota britânica.

Enterprise de verdade

Agora começamos a subir

Já os Estados Unidos tiveram 8 Enterprises em sua frota, incluindo o 1º porta-aviões movido a energia nuclear da história. A 1ª Enterprise americana foi um saveiro armado que tecnicamente não pertencia ao país – pelo simples fato dele ainda não existir já que estamos falando de antes de sua independência em 1776 – e recebeu o nome de USS (United States Ship) Enterprise. Durante a guerra civil americana, o aeronauta Thaddeus S.C. Lowe construiu um balão para que os soldados da União pudessem observar do ar o campo de batalhas e traçarem melhores estratégias contra os Confederados. Em 1976, foi lançada a 1ª Enterprise a literalmente ir para o espaço. A nespaçonave deveria ter se chamado Constitution (Constituição) mas um abaixo assinado organizado pelos fãs de Jornadas nas Estrelas, conseguiram convencer a NASA a mudar seu nome. A mais nova Enterprise de verdade ainda não foi construída mas não deixa de ser tão importante quanto as outras. A VSS Enterprise é a 1ª espaçonave comercial, que esta sendo construída pelo excêntrico, fã declarado da série e dono das empresas Virgin (Daí o V no seu nome), Sir Richard Branson. Engraçado é que quando Branson convidou William Shatner – o eterno capitão Kirk – para o voo inaugural, ele recusou dizendo que tinha medo que acabasse vomitando no espaço.

Os conceitos originais

Enterprise conceito original

A semente de uma obra prima

Quando contratou o designer Matt Jefferies para desenhar e mostrar ao mundo como seria a Enterprise, o criador da série Gene Roddenberry, não lhe disse nada sobre como ele imaginava que a nave fosse. Não lhe deu linhas gerais ou especificou o que ele precisaria para a tarde. Muito pelo contrário. Roddenberry só disse o que NÃO queria que a nave tivesse (Não queria foguetes, saídas de gases, ou qualquer coisa que lembrasse as horríveis espaçonaves da ficcçaodsde então), fora isso, Matt deveria se virar. E pelo jeito deu certo.

O 1º nome da Enterprise

Yorktown afundado

Por pouco. muito pouco.

Pouca gente sabe mas por muito pouco a Enterprise não existiria. Não. Não estou me referindo a nave /personagem da série mas sim ao seu nome. No conceito original de Gene Roddenberry o nome da Enterprise seria SS-Yorktown. Uma homenagem a um porta-aviões americano afundado por torpedos japoneses durante a Batalha de Midway na 2ª Guerra Mundial.

A origem do NCC-1701

Os números mais famosos antes de Lost

Existem algumas teorias conflitantes sobre a origem do número NCC-1701 da Enterprise. Algumas mais românticas, por assim dizer, e outras mais técnicas. A 1ª diz que este era simplesmente o número da casa onde Gene Roddenberry vivia quando era criança, enquanto uma outra teoria dizia que era simplesmente o número de registro do avião de Matt Jefferies. O próprio Jefferies, no entanto, deu uma entrevista BBC onde dizia:

“NC, pelo tratado internacional, é a sigla de todos os veículos comerciais americanos. Os Russos usavam 4 “C’s”. Era realmente a opinião de todos que qualquer esforço maior no espaço seria custoso demais para que somente um único país pudesse arcar, então eu misturei a sigla americana com a russa e o resultado foi o NCC.”

Sobre o 1701 (ou One Seven O One ou ainda One Seven part One- como se diz em inglês) ele explica:

“Eu precisava de um número que fosse identificável instantaneamente e 3, 6,8 e nove eram facilmente confundíveis. Eu não conheço ninguém que pudesse confundir um 1 com um 7 ou um zero. Então o 17 significavam a 17ª nave básica desenhada para a Federação (dos Planetas Unidos) e o 01 seria o seu número de série, ou o 1º pássaro.”

O Teletransporte

Teletransporte

"Beam me up, Scottie"

Nos roteiros originais de Roddenberry, a Enterprise deveria pousar em cada um dos planetas que visitasse. O problema era que filmar a sequencia da nave pousando em cada um dos planetas provocaria um rombo imenso no já curto orçamento da série. A princípio pensaram, como solução, que a cada descida, uma nave menor – a Galileo – sairia da Enterprise levando os personagens e pousaria nos planetas mas a solução acabou se tornando pior que o problema pois além das sequencias de pouso eles teriam que filmar a navezinha saindo e voltando para a principal. A solução encontrada foi simples: Teletransporte.

A solução acabou se tornando marca registrada da série além de inspiração para vários episódios – em um dos mais famosos, uma falha na plataforma de teletransportes acaba criando 2 capitães Kirk. Um com todo o seu Ego e outro com todo o seu Id. Um dos melhores episódios da série original: O inimigo Interior.

A maquete original

A maquete da Enterprise

Em exibição no Smithsonian

Com o fim da série original  em 1969, a maquete usada nas filmagens ficou esquecida guardada nos estúdios da Paramount até ser enviada para o National Air and Space Museum q- ue faz parte do famoso complexo de museus Smithsonian em Washington DC – 5 anos depois, em março de 1974.

A maquete na caixa

A chegada no museu

Em péssimo estado foram vários meses e um duríssimo trabalho de restauração até deixar a maquete da famosa espaçonave pronta para ser exposta.

A nova Enterprise

Enterprise 2009

A versão Hot-Rod

Quando J.J. Abrahams foi convidado para dirigir o novo – ou seria o 1º? – filme da saga, ele só conseguia pensar em uma única palavra: Grande. O filme precisava ser grande. Não foi a toa que quando a Industrial Light & Magic (empresa de George Lucas – ele mesmo, de Star Wars) recebeu a missão de remodelar a Enterprise tudo o que Abrahams dizia era que se o filme vai ser grande, a Enterprise precisa ser ainda maior.

A nova nave, na realidade, se parece muito mais com a das séries originais para televisão do que as usadas para os filmes. Com direito a antena na frente e formas mais arredondas.

Uma coisa eu lhes digo a respeito da Enterprise. Mal posso esperar para me encontrar com ela nos cinemas novamente.
De resto,

Vida boa e prósperas, meus caros amigos.

Fontes: Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Nota pessoal: Este post foi o trabalho de vários meses de pesquisa até que finalmente achei que estava pronto para ser publicado. Um desafio mas que valeu muito a pena e espero que tenham gostado.

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