São poucas as pessoas que nunca ouviram falar da história do Rei Artur (ou Arthur, na grafia em inglês) que tirou a espada Excalibur presa em uma pedra e criou a famosa Távola Redonda onde reunia em igualdade todos os cavaleiros do reino da Inglaterra.

O que pouca gente sabe, no entanto, é que existem várias teorias sobre a verdadeira história de Arthur.

Continue abaixo para saber mais.

Em teoria ele teria sido o rei que comandou a defesa da Inglaterra contra invasores Saxões no início do século VI. Mas enquanto esta teoria teria sido baseada nas histórias de um comandante britânico alguns historiadores acreditam que não passa de uma lenda e que nunca Arthur nunca teria existido de fato. Para piorar a controvérsia, alguns dos que sim acreditam em sua existência, sugerem que na verdade ele teria vivido na vila de Carnac, que fica na Gália, França.

A versão francesa da história fala o imperador romano Honório teria retirado suas legiões de tal província mas uma delas teria ficado, mesmo contra a vontade do imperador guardando a Muralha de Adriano.

Os relatos mais antigos de que se tem notícia sobre a vida Rei Arthur são os de Historia Brittonum, um livro do ano 830, escrito por Geoffrey de Monmouth em latim, que conta a história das ilhas bretãs de forma fantasiosa. Nele, Arthur não seria um rei mas sim um dux bellorum, ou chefe guerreiro que teria vivido entre o final do século V e início do século VI. Em uma de suas passagens o livro conta que Arthur matou sozinho 960 homens. Nem Rambo teria feito melhor.

Já no século X, Arthur apareceria mais uma vez no Annales Cambriae, que menciona a Batalha do Monte Baldon que teria ocorrido entre 516 e 518 na qual ele teria participado. Além disso, o livro também fala da Batalha de Camlann (537-539) onde Arthur teria morrido.

Até o próprio nome de Arthur parece ser uma derivação do nome romano original Artorius, de etimologia não confirmada de que poderia ser de origem Messapica ou Estrusca.

Ele só seria mencionado como Rei, no século XII pelas palavras do escritor francês Chrétien de Troyes. Aí também entrariam para a história outros famosos personagens da saga arturiana como Lancelot, Guenevere, Percival, Galahad e claro, o Santo Graal.

Outra polêmica em torno da história – ou lenda – de Arthur – diz respeito não a algum personagem mas a um lugar: O lendário castelo de Camelot. Afinal, de acordo com os escritos Geoffrey de Monmouth, a corte de Arthur seria em Caerleon, no País de Gales, e o famoso castelo só seria citado no poema francês Lancelote, o Cavaleiro da Carreta do nosso já conhecido, Chrétien de Troyes.

A un jor d’une Acenssion / Fu venuz de vers Carlion / Li rois Artus et tenu ot / Cort molt riche a Camaalot / Si riche com au jor estut

(Após um certo dia da Ascenção Rei Arthur havia vindo de Caerleon, e junto uma magnífica corte em Camelot como convinha tal dia.).

Claro que é impossível falar no Rei Arthur sem lembrar da famosa Távola Redonda, onde seus cavaleiros sentavam-se de igual para igual. E é justamente ela que deve colocar ainda mais lenha na fogueira das discussões sobre o mais famoso soberano bretão.

Acontece que historiadores afirmaram que finalmente encontraram a tal Távola mas, ao contrário do que se pode imaginar ela não tem nada a ver com uma mesa – ao menos não do tipo de mesas em que estamos acostumados mas sim um fóro (ou fórum), isto é: um local de reuniões.

A Távola Redonda podia comporta até mil soldados devidamente sentados. Lá eles recebiam as ordens e instruções antes de cada batalha. Os nobres sentavam na parte interior enquanto seus homens ficavam ao redor, na parte externa e ela seria feita de madeira massiva e pedras.

Este historiadores lançam ainda outra polêmica afirmando que Camelot na verdade não era um castelo em si mas um local específico dentro de outra estrutura maior. Tal estrutura foi encontrada em Chester, na Inglaterra, já perto do País de Gales, e teria sido construída pelos romanos.

Verídicas ou não, as histórias e lendas do Rei Arthur continuam a encantar a imaginação de todos há séculos e, se depender (principalmente) de Hollywood, não serão esquecidas tão cedo.

Para saber mais:

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