As mulheres do velho oeste
Neste 8 de março, enquanto o mundo inteiro fala da rasteira que a ex mulher de James Cameron deu a seu Avatar no Oscar em homenagear o mais perfeito ser – Sim! Nelson Rodrigues estava errado! – a andar na face deste planeta, o Me Tire Deste Ócio!!! não poderia ficar de fora.
Mas ao contrário do que já fiz por aqui em anos anteriores, quando minhas homenagens foram reflexões e poesia, este ano percebi que a melhor forma de homenagear todas as mulheres é contando a história de algumas delas. As escolhidas foram justamente aquelas que fizeram sua história em um dos ambientes mais hostis da humanidade, inclusive para os marmanjos de plantão que viveram nesta época: O bom e velho velho oeste.
Rose Dunn
De uma família de foras-da-lei, era só uma questão de tempo para que a Rosa de Cimarron, como ficou conhecida, entrasse para os negócios da família. Ela logo conheceu George Newcomb, um dos mais procurados bandidos da região e se juntou a ele na arte de roubar diligências e bancos. Para proteger seu parceiro, arriscou sua vida, certa vez, para entregar-lhe uma arma e munição depois que ele foi ferido. Rose Dunn morreu com mais de 70 anos, nos anos 50, como uma séria e respeitada mulher de um político.
Pearl Hart
Nasceu no Canadá mas, aos 17 anos, já havia se casado com um jogador e estava em um trem a caminho dos Estados Unidos. Aos 22 anos, tentou largar o marido e se mudar Velho Oeste (Que na época de velho não tinha nada, claro). Seu marido a seguiu e quando a encontrou ela já estava vivendo a base de cigarros, bebidas e até morfina. Ele, no entanto, foi lutar na guerra contra os espanhóis e ela se juntou com o fora-da-lei Joe Boot e com ele fez a festa roubando diligencias até ser presa. Em seu julgamento ela teria dito: “Não aceitarei ser julgada por uma lei na qual meu sexo não teve participação alguma na sua criação”. Pearl Hart acabou, com o tempo, saindo da prisão e nunca mais se ouviu falar dela
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Etta Place
Talvez a mais misteriosa de todas. Há mais perguntas do que certezas em relação a sua vida. Sabe-se que ela foi companheira do famoso Sundance Kid – que foi eternizado no cinema por Robert Redford no filme Butch Cassidy and Sundance Kid - mas até que ponto estariam envolvidos ainda é uma icógnita. Alguns dizem que era sua amante, outros que era somente sua prima enquanto terceiros afirmam que era ambos. Se sabe que era com este nome que ela assinava na maioria dos hotéis em que se hospedava. Ela se juntou ao Wild Bunch, a gang de Sundance Kid e participou de vários assaltos a bancos. O que sim se sabe é que ela não estava com o grupo quando foram mortos na América do Sul. Acredita-se, no entanto, que Etta Place tenha se tornado uma criadora de gado em algum lugar da região.
Josephine Sarah Marcus
Ao contrário das outras mulheres citadas neste post, Josephine não foi uma fora-da-lei. Nascida em 1861 era uma atriz itinerante quando chegou a famosa cidade de Tombstone, onde conheceu e se casou, bem jovem, com o xerife John Behan. Muito tempo depois, ela conheceu o famoso Wyatt Earp, por quem se apaixonou e manteve um relacionamento. O resultado disso ficou conhecido como os 30 segundos mais sangrentos da história do Velho Oeste americano, o Duelo de OK Coral, quando os irmãos Earp enfrentaram os irmãos Clayton. Josephine Sarah Marcus morreu em 1944 ainda afirmando que Wyatt Earp era o grande amor de sua vida.
Annie Oakley
Phoebe Ann Oakley Moses, seu verdadeiro nome, nasceu em Ohio em 1860 e aos 12 anos de idade já era exímia atiradora – ao ponto do Kaiser Wilhelm II, da Alemanha, permitir que ela tirasse as cinzas dos seus charutos com balas quando ainda os tinha na boca. De tão boa, se juntou ao famoso Buffalo Bill em seu show de variedades onde era apresentada como a Campeã da Pontaria. Foi a única atiradora a ser eternizada em um musical da Broadway além da música Annie got a gun (que leva o mesmo nome do musical) da banda Aerosmith. Quando morreu, em 1926, foi descoberto que grande parte de sua fortuna havia sido doada para instituições de caridade e direitos da mulher.
Calamity Jane
Nascida Martha Jane Canary, por volta de 1856, Calamity Jane talvez seja o nome mais temido entre as mulheres deste post, apesar de estar do lado das boazinhas já que era uma batedora ( que procura e abre trilhas) profissional. Seu apelido veio quando ela salvou um capitão do exército quando seu acampamento sofreu um ataque de índios nativos americanos (para ser politicamente correto). Conhecida pelo seu bafo de Whiskey e seu jeito de “não se meta comigo” ela acabou se juntando também ao show de Buffalo Bill, único homem, segundo dizem, pela qual se apaixonou. Ela morreu em 1903 e pediu para ser enterrada ao lado de seu grande amor.
Fontes: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
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March 9th, 2010 at 01:02
#metiredesteocio As #mulheres do velho oeste: Neste 8 de março, enquanto o mundo inteiro fala… http://goo.gl/fb/grNi
March 9th, 2010 at 13:25
A história das mulheres do velho oeste http://ow.ly/1g0Gs
March 13th, 2010 at 18:34
[...] Mulheres nos tempos das diligências (Curiosidades) [...]