Vale tudo no amor e na guerra, diz o velho ditado. Tanto que algumas ideias para armas parecem ter saído da cabeça de um roteirista desenho animados e não dos – em tese – brilhantes cientistas contratados pelas forças armadas em defesa da honra e da pátria. Só quem já vestiu um uniforme, sabe o quanto de imaginação um soldado precisa ter para enfrentar as mais estranhas situações de combate. Mas as vezes o povo da caserna exagera. Veja na continuação do post alguns exemplos deste exagero.

A Bomba Gay


Bomba gay

A Bomba Gay teria sido uma tentativa do exército americano de se criar uma arma não letal que faria com que os soldados atingidos por ela sentissem-se atraídos uns pelos outros. Para isso, usariam a arma para espalhar produtos químicos que tentariam imitar o feromônio feminino sobre as tropas, fazendo com que os soldados ficassem sem vontade de lutar A ideia, bem que poderia ter vindo de alguma hippie arrependido que levou sério demais o slogan dos anos 60 faça amor, não faça a guerra, mas realmente sua pesquisa chegou a ser cogitada em 1994 como descobriu uma ONG que luta contra armas químicas. Em 2007, o projeto ganhou o prêmio IgNobel, oferecido pelos estudantes da Universidade de Harvard pelas piores ideias já concebidas.

O Projeto Pombo

Projeto Pombo

A ideia do projeto era treinar pombos para que pudessem localizar alvos e guiar uma bomba diretamente para eles. Os animais seriam colocados em um compartimento especial e, através de escotilhas colocadas na frente da bomba poderiam ver e guiar a mesma para o seu respectivo alvo simplesmente bicando sobre a imagem refletida do mesmo. Iniciado durante a 2ª Guerra Mundial, o Projeto Pombo – que teve seu nome mudado mais tarde para Projeto Orcon – e chegou a ter um investimento de U$25 mil – uma fortuna para a época. Só foi cancelado a partir de 1953 com a invenção de dispositivos eletrônicos de direção.

As Bat Bombas

Santa arma diferente, Batman!

Não. Não estou falando de nenhum dispositivo explosivo do cinto de utilidades de Batman ou qualquer coisa do tipo. De forma alguma. A Bat Bomba foi um projeto sério criado por um dentista e aprovado diretamente pelo então presidente dos Estados Unidos, Roosevelt. A ideia era soltar sobre Japão um tipo de bomba que, ao invés de explosivos, levassem morcegos e estes sim, por sua vez levassem pequenas cargas explosivas. Como estes pequenos mamíferos alados adoram são especialistas em se esconder em rachaduras de prédios, porões e telhados de prédios, casas, armazéns e pontes, a poderiam ser considerados os sabotadores ideiais.

Os Cão-mikazes russos

Cães suicidas

Esta é para deixar qualquer membro da Peta de pelos em pé! Durante mais de 60 anos – de 1930 até 1996 – os russos (então soviéticos) treinaram cães para atacarem tanques inimigos. Os pobres cãezinhos carregavam uma carga de explosivos em suas costas e iam em direção ao tanque inimigo. A princípio a ideia era treinar os cães para que, ao chegar no alvo, soltassem e ativassem a carga com os dentes e voltassem para os seus treinadores prontos para receberem mais uma missão. O problema é que alguns deles não conseguiam fazer isso de forma satisfatória e acabavam voltando com as cargas ativadas, fazendo com que o feitiço virasse contra o feiticeiro. A partir daí desistiram da ideia e passaram a dar uma passagem só de ida aos animais.

Roberto Camara Jr.

Bons tempos

Pois é. Este que vos escreve também pode ser considerado uma arma. Afinal, por alguns vários anos da minha vida tive a honra de vestir o bom e velho verde oliva e fui devidamente treinado para enfrentar os piores tipos de situações. Entre os tipos de treinamento que recebi estão o de sobrevivência em vários tipos de terreno (Não aconselho a ninguém provar carne de calango sem assar primeiro), tiro dos mais diversos calibres (de 22 a obuses de 210 mm, já atirei com praticamente todo tipo de arma), defesa pessoal, tática, estratégia e combate anti-terrorismo. Dei baixa do serviço ativo como Oficial de Operações e era responsável por criar situações divergentes para infiltração e retirada de missões. Isso foi há muito tempo atrás. Hoje em dia, aprendi que o teclado é mais poderoso que a espada. Uma coisa porém eu lhes digo:
Nada mais bizarro do que vestir a mesma roupa, todos os dias, dia e noite, por anos e anos a fio…

Fontes: Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui,  e aqui.

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