Archive for category Papo Sério

Obrigado

Há pouco menos de um mês iniciei uma campanha aqui no Blog para arrecadar brinquedos para arrecadar brinquedos para 150 crianças de comunidades carentes em Salvador assistidas pela ABPEPINTO e a Pastoral da Criança.

Vários Blogs como o Ela Tá de Xico, Nepster Blog, Autozine, O Buteco na Net, Feminina, Hello Stranger, Blogurinhas e Contraditorium, Triplo Sentido, Blogcitário, além do Uêba e diversos twitteiros ajudaram na campanha, seja divulgando, seja doando brinquedos ou dinheiro para a campanha.

O resultado disso foi uma linda festa na qual eu tive a honra de estar presente na última quinta feira, dia 17/12, quando a maior parte dos brinquedos foi distribuída por ninguém menos que o Sr. Papai Noel – que desta vez não fui eu – em pessoa.

As fotos da festa vocês podem ver aqui embaixo¹.

E eu não tenho palavras para agradecer o empenho de todos em fazer esta festa mágica para 150 crianças que, sem dúvidas, terão um Feliz Natal[bb].

(¹) Assinantes de feeds, por favor entrem no post caso não consigam ver a galeria.

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Socorro! Invadiram o prédio!

O que fazer quando não é contigoNão precisam se preocupar meus caros amigos e lindas amigas.
O título deste post é real, fui testemunha – mais auricular do que ocular – do ocorrido mas não foi comigo.

Por volta das 3 da manhã deste domingo – enquanto pessoas normais estão curtindo a noite de sábado com amigos, namoradas, namorados, festas, farras e afins – este blogueiro que vos escreve estava em casa preparando relatórios de trabalho, que deveriam ser entregues na segunda pela manhã, quando ouço o grito de socorro.

Era alguém do prédio vizinho gritando, dizendo que ladrões armados entraram no edifício e que ainda estavam lá.

Uma coisa que sempre rola aqui na internet é o que fazer em caso de assalto ou roubo a SUA residência mas pouco se sabe a respeito do que fazer quando o ocorrido é na porta ao lado.

Vão aqui algumas regras básicas:

  1. Devagar, apague todas as luzes da sua casa/apartamento. Apagar todas de vez pode chamar a atenção do ladrão para o fato de que você já sabe o que está acontecendo.
  2. Se você também mora em um prédio, interfone para o porteiro/vigia noturno e avise-o da situação no prédio vizinho e pergunte se está tudo tranquilo no seu edifício.
    Para ter certeza, diga para ele algo como: “Preste atenção agora: Se estiver realmente tudo bem, diga ‘não há com o que me preocupar’, caso contrário – o porteiro já esteja rendido e não possa informar da situação – diga somente que está tudo bem.”.
    Com isso, você fica sabendo se entraram ou não no seu prédio. Dificilmente uma quadrilha de arrastão se contenta com só um lugar.
  3. Chame a polícia! Fale com calme, dê o seu nome completo, endereço e telefone, assim as chances da atendente descartar sua ligação como trote – sim. Isto acontece – é bem menor.
    Ligue para alguém de confiança, de preferência que more perto da sua casa, e peça para esta pessoa também ligar para a polícia. Assim eles terão certeza de que não se trata de um trote.
  4. Não tente dar uma de herói. não mande o porteiro ligar para todos os apartamentos para alertá-los. Acredite: Um interfone tocando já é chato e chama atenção, imagine dezenas.
  5. Não chame a atenção!
  6. Saia de perto da janela.
  7. Esteja calmo por todo o processo.

Abaixo você pode ver minha timeline no Twitter falando sobre o assalto no prédio vizinho.

  • Como proteger seu carro de assaltos (Imagens)

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Intolerância.

Esqueci de comentar com vocês.

Desde a última sexta feira, dia 11/12, judeus do mundo inteiro comemoram por 8 dias a festa de Chanuká (lê-se Hanuká, como se o H tivesse o som de um J em espanhol um pouco “catarrado”).

Esta festa celebra a vitória dos Macabeus contra o Império Selêucida da Síria, remanescente do Império Grego, por volta do Século II (AEC¹) que dominavam toda a região e obrigavam a todos os povos conquistados a se helenizarem.

Para isso, erguiam estátuas de deuses gregos dentro de templos sagrados hebreus, profanando-os.

Segundo a tradição judaica, com a vitória, o 1º ato foi o de rededicar o Grande Templo de Jerusalém e para isso, era necessário acender de novo a Menorá – o candelabro judaico de 7 braços.
Não havia, no entanto, óleo o suficiente para manter as chamas acesas durante o tempo que era preciso para a purificação do Templo.

Milagrosamente, no entanto, o óleo – que não deveria durar mais que algumas horas – queimou por 8 dias seguidos.

Um desses candelabros foi erguido em uma praça da Moldávia, como em várias outras praças ao redor do mundo, como parte das comemorações.

Por experiência própria, posso dizer que isto é feito somente depois da devida permissão das autoridades locais – como a lei exige para todo e qualquer tipo de manifestação pública – e tenho certeza de que foi este o caso.

Peço que tentem, ao assistir o vídeo abaixo, que coloquem-se no meu lugar, assim como eu me colocaria no lugar de vocês.

Imaginem que ao invés da Menorá, estivessem fazendo isso com o quarto-crescente, com uma imagem de Buda, uma cruz ou qualquer outro símbolo religioso.

Quem acompanha o Me Tire Deste Ócio!!! a mais tempo sabe que sou brasileiro, baiano, soteropolitano e judeu.

Mesmo assim me sinto mais do que honrado quando sou convidado a participar da ceia de natal na casa de minha namorada – católica apostólica romana, por sinal – ou para me vestir de Papai Noel e fazer a alegria de 150 crianças.

Entendo que alguns dos meus rituais religiosos podem parecer estranhos para algumas pessoas, assim como os rituais de outras religiões podem parecer estranhos para mim.

O que faço?

Pergunto, estudo, analiso, compreendo e, acima de tudo, respeito.

Martin Niemoller, um pastor protestante alemão, escreveu durante a 2ª Guerra Mundial:

Primeiro, eles vieram atrás dos comunistas.

E eu não protestei, porque não era comunista.

Depois, eles vieram pelos socialistas

e eu não disse nada, porque não era socialista.

Mais tarde, eles vieram atrás dos líderes sindicais.

E eu calei, porque não era líder sindical.

Então, foi a vez dos judeus.

E eu permaneci em silêncio porque não era judeu.

Finalmente, vieram me buscar.

E já não havia ninguém para protestar.

Não encontrei ainda, melhor definição do termo Intolerância Religiosa do que esta.

Vale lembrar do que está no artigo XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Para saber mais: Aqui, aqui e aqui.

(¹) Antes da Era Comum.

Fonte.

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Fazer uma criança feliz é mágico. Fazer 150 crianças felizes é uma festa!

Olha o mico!
A barriga é falsa…

Ano passado passei por uma situação diferente.

Fui convidado, no auge dos meus 1,74 m e 68 quilos, pela minha senhoura Dani Vidal a ser o Papai Noel da festa de natal na ONG onde ela trabalha.

Mesmo não sendo católico aceitei o desafio e não me arrependo de forma alguma. Muito pelo contrário. Como diz a propaganda daquele cartão de crédito, ver os olhos de dezenas de crianças voltados para mim,  sem conseguir acreditar que o bom velhinho estava realmente ali, na frente delas, com um sacão de cheio dos  únicos presentes que muitos ganhariam,  não tem preço!

A ONG, ABPEPINTO, junto com a Pastoral da Criança, cuida de 150 crianças das Comunidades da Lapinha, Liberdade, Caixa D´Água, Ladeira São Francisco de Paula, Soledade, Amarelinho, Frederico Pontes e Estrada da Rainha, aqui em Salvador, a grande maioria delas carentes, vivendo em situações precárias.

Não tem preço...
Não tem preço…

O trabalho da ONG, que é voluntário, inclui visitas domiciliares orientando as famílias nas ações básicas de saúde, cidadania, educação e nutrição.

Fora isso, oferecem, em seu espaço educativo, aulas de música, dança, artesanato, ginástica, orientação profissionalizante, atividades na brinquedoteca, aulas de reforço escolar além de receberem também alimentação (muito boa por sinal. Já tive o prazer de almoçar com eles).

Conseguir tantos brinquedos assim, e fazer a festa da garotada, não é tarefa fácil, e é justamente aí que você pode ajudar, e de 2 formas:

Os olhares dizem tudo
Os olhares dizem tudo

Se fora da terrinha, ou tiver como enviar, brinquedos – de preferência novos – para todas as idades serão bem vindos. Infelizmente a ONG não tem como arcar com as doações de brinquedos vindas de outros lugares. Justamente por isso foi criada uma 2ª opção:

Quem quiser pode também ajudar financeiramente e todo o dinheiro arrecadado será usado só e somente só para a compra de brinquedos para a festa de natal deste ano – é bom que fique bem claro.

Todas as contas e notas fiscais escaneadas serão publicadas no site da instituição e estarão liberadas para quem quiser conferir.

Além disso, fotos da entrega dos brinquedos também estarão disponíveis e, se houver condições técnicas, será tudo transmitido ao vivo pela web.

Pôxa Roberto, que legal, quero ajudar, como faço?

Simples, basta entrar em contato por e-mail com a Dani – ok. Eu deixo, mas é só por esta boa causa, hein? – e ela ficará imensamente feliz de compartilhar contigo todos os dados e tudo o que você precisa para fazer a alegria de todas estas crianças.

Esta campanha conta, por enquanto,  com o apoio de vários outros Blogs como o Hello Stranger, O Buteco na net, Ela tá de Xico, Irmãos Brain, Nepster Blog , Blogurinhas e Blogcitário, mas outros Blogs importantes também já se comprometeram a ajudar.

A participação é totalmente aberta, ou seja, se você tem um Blog, Twitter, é sócio ou possui uma empresa que queira ajudar, basta entrar em contato também.

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Nem com uma flor

Eu sempre olhei as mulheres com uma certa curiosidade.

Afinal, para mim, elas sempre foram um mistério.

O riso, o jeito, os olhares, a forma de pronunciar as palavras, a forma como conseguiam -- e ainda conseguem -- me hipnotizar, a vontade de saber o que -- afinal de contas -- elas tanto conversavam, tanto riam, tanto olhavam.

Sempre as coloquei em um pedestal e, até que provem o contrário, sempre as colocarei. Sejam elas amigas, paixões, minhas primas, tias, namorada ou minha própria mãe.

Mulher não arrota, não peida, não faz cocô, não xinga, não coça a virilha, não tem idade nem peso.

Mulheres são fortes. Muito mais fortes que nós marmanjos que adoramos arrotar valentia. Duvida?

Para começar elas não tem vergonha de mostrar que estão sentindo dor. Quem já ouviu alguém dizendo que “menina não chora”?

Chora, berra, esperneia, coloca tudo para fora e volta mais forte, mais esperta, mais inteligente ainda.

Eu queria ver o que aconteceria se nós homens tivéssemos cólicas uma vez ao mês e mesmo assim fôssemos trabalhar com um sorriso no rosto fingindo que está tudo bem, que não estão sentindo dor alguma.

Força física é uma coisa. O que as mulheres tem é algo muito maior. Mais poderoso. Mais cobiçado.

A resistência física da mulher é como todo o resto: mais duradoura.

É então que justamente hoje, no Dia da violência contra a mulher, ao invés de ficar aqui dizendo o que deveria ser óbvio -- que aqueles animais supostamente racionais do sexo masculino que batem, humilham, estupram, esquartejam, xingam, abusam ou cometem qualquer outro tipo de violência contra as mulheres, não pode ser chamado de humano, quanto mais homem.

Uma coisa eu lhes digo:

às mulheres, eu só tenho a agradecer por existirem.

Este post faz parte do que é conhecido na Blogosfera de Blogagem Coletiva, quando vários autores se unem para escrever sobre um mesmo tema.

Cada um com o seu ponto de vista em sua especialidade.

Por isso, enquanto o publicitário Jorge Martins do Detesto Gente Inteligente, analisa o tema com o seu humor soteropolitano, o  Ten. PMBA Danilo Ferreira, em seu Blog Abordagem Policial, fala sobre o lado ilegal da questão  ao mesmo tempo que o Caio Costa do Blogcitário, nos mostra a visão da publicidade sob o assunto.

Por último, mas talvez o mais importante, indico o post da minha querida namorada Dani Vidal em seu Blog Hello Stranger, que escreve de uma ótica que nenhum dos acima citados -- e eu incluso -- poderíamos fazer:

O Ponto de vista de uma mulher.

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