Ming e Eu
Assim como a esmagadora maioria das pessoas, chorei feito uma menininha quando assisti Marley e Eu. Esse filme não é feito apenas para quem gosta de cachorros, e sim pra todo mundo que já amou um dia.
Que me perdoem aqueles que preferem os gatos, mas não há maior prova de que o amor existe do que a relação entre um cachorro e seu dono. Os cães, ao contrário dos malditos felinos, se apegam à pessoa e não à sua casa. Eles percebem quando seus donos estão tristes e se aproximam para consolá-los; entendem quando fazem algo errado e sabem usar como ninguém aquela carinha triste que torna impossível para qualquer um com um coração pulsando no peito brigar com o pobre coitado.
Adoro cachorros. Tive vários ao longo da minha vida, mas farei esse texto para falar apenas de um, meu primeiro bichinho de estimação, um viralatês – mistura de vira-lata com pequinês – chamando Ming.
Eu não tinha mais do que cinco anos quando uma amiga deu Ming de presente para minha irmã, mas lembro vividamente do dia que ele chegou lá em casa. Estava deitado no sofá quando ouvi minha irmã mais velha dar um grito de alegria. Levantei rapidamente pra ver do que se tratava e vi em suas mãos um cachorrinho preto com algumas pintas brancas. Ele era bem pequenininho e parecia assustado com o barulho a sua volta. Foi amor a primeira vista.
Apesar de não ser o meu cachorro, pelo menos não ainda, eu e Ming nos tornamos melhores amigos rapidamente. Ele costumava me seguir sempre que eu ia dar uma volta de bicicleta, ou então ficava sentado ao meu lado na porta de casa vendo o movimento da rua. Quando minha irmã foi estudar em Salvador e deixou Ming para trás, já estava evidente pra todo mundo quem seria o seu novo dono.
Ming era um cachorro extremamente inteligente, ele realmente conseguia entender o que falávamos… só isso explicaria as milhares de histórias que todos em minha família conhecem.
Além disso, ele tinha o estranho hábito de subir em muros. Isso mesmo, apesar da sua estatura diminuta, Ming dava um jeito de escalar o muro da minha casa e perseguia os gatos em seu próprio ambiente. Era engraçado ver a cara de susto dos bichanos quando via um cachorro correndo enloquecidamente em sua direção.
Ming era um cão praieiro, passava todo o verão com a gente na Ilha de Itaparica. Ele ficava deitado na sombra até que sentia calor e ia dar um mergulho no mar. Depois de se refrescar, e se secar daquele jeito que só os cachorros sabem fazer, voltava pro seu ponto inicial e ficava lá. Esse processo se repetia várias vezes ao longo do dia.
Infelizmente o tempo foi passando, eu também precisei deixar Amargosa para estudar em Salvador e Ming, já bem velhinho, ficou sob os cuidados do meu pai. Todo dia Ming ia para a casa da minha tia e passava a tarde brincando e dormindo em seu jardim, até que um dia ele dormiu e não acordou mais.
Acho injusto os cães viverem tão pouco, mas sei que Ming aproveitou muito bem os seus 12 anos de vida. Ele foi feliz, fez uma família feliz, e durante muito tempo foi o único amigo de um certo garoto gordinho que, ainda hoje, sente a sua falta.
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Esse texto é dedicado à Scooby e meu grande amigo Cesar. Não se preocupe, meu velho. Tenho certeza que a essa hora Ming e Scooby estão brincando muito no céu dos cachorros.
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January 29th, 2009 at 14:42
Gostei das memórias, apesar do medo que sinto de cães, acho-os animaizinhos fiéis, amorosos e escudeiros. Já tive 2 danadinhos e sinto falta deles, apesar dos sofás comidos, cadernos estragados, uivos nas madrugadas (que os vizinhos tanto a-d-o-r-a-m), xixi na roda da bicicleta… rs
Deu até saudades!
Belo post!
Bjos.
January 30th, 2009 at 17:56
Essa semana meu dino teria completado 18 anos se ainda tivesse vivo. Sei que ele viveu bem quando falaeceu pouco tempo depois de completar 17 anos.
Era um Daschund preto, dinâmico, esperto e carinhoso. Mesmo velhinho ele continuava carinhoso e gostava de ficar andando pela casa, memso eua chando que ele devia descansar mais. Chegou um dia em que dino passou a descansar mais do que fazer qualquer coisa e realmente vi que ele estava ficando velho.
No dia 03 de fevereiro de 2008 ele morreu nos meus braços e apesar de muito triste eu fiquei feliz por ter tido um grande amigo.
November 16th, 2009 at 22:54
[...] Dudu Sales do Papo de Gordo, também já passou por aqui [...]