
Patch Adams - o doutor dos sonhos de muitos pacientes
Quem nunca ficou doente que levante a mão e vá procurar o seu arquiinimigo mais próximo da sua residência. Ele provavelmente deve estar tentando provocar algum acidente terrível matando centenas de pessoas só para te encontrar Os cinéfilos de plantão vão reconhecer este spoiler de um filme dirigido por um indiano que é conhecido por fazer excelentes trailers e péssimos filmes.
Se você for um ser humano normal que nem levantou a mão nem saiu a procura de arquiinimigo algum e já percebeu que estamos no século XXI existe uma boa chance de ter usado a web para procurar mais informações sobre sintomas que possa ter sentido durante alguma convalescência – mais uma da série palavras que sempre quise usar – ou algum diagnóstico de um médico.
E assim como a internet tem mudado tanto nossos hábitos de consumo como nossos relacionamentos quem não conhece alguém que foi “obrigado” a fechar sua conta em alguma rede social (leia-se: Orkut ) por causa de um namorado ou uma namorada ciumenta? está mudando também nossa relação com a que já foi chamada da mais sacras das profissões: o relacionamento médico – paciente.
Como se de repente, o velho ditado que diz que de médico e louco todos temos um pouco passasse a ser a mais pura verdade. Sim meu caro e minha cara leitora: Estou falando de vocês, de mim, dos nossos pais, irmãos, cônjugues, namorad@s, filhos, sobrinhos, vizinhos e quem mais puder lembrar.
Há pouco tempo – depois de muita insistência de minha parte pois o inchaço e a dor não estavam diminuindo no rítmo em que deveriam se considerássemos os remédios indicados pelo médico plantonista que a atendeu – acompanhei a senhora minha mãe em uma consulta ortopédica quando foi retornou à clínica para avaliar a situação de seu tornozelo depois de uma queda feia aprendam meninas: Salto alto em lugares com muitas ladeiras, escadas e batentes não combinam! Aperta daqui, grita dali, o coitado do médico sem conseguir entender o que estava acontecendo, já que minha iidishe mame estava seguindo precisamente a receita dada pelo plantonista. Até que finalmente ele pede para dar uma olhada nos remédios que ela estava tomando.
O médico parou. Se ajeitou na cadeira, fez a cara mais soberba que podia e lhe disse:
Olha só. Eu não sabia que estava na presença de uma colega de proffissão. Afinal a senhora deve ser uma médica com um nível muito maior que o meu para se auto – medicar desta forma. Em que faculdade se formou? Certamente preciso voltar lá e começar tudo de novo, pois o que estou vendo aqui é que nosso colega plantonista lhe receitou um anti inflamatório e a senhora está tomando um relaxante muscular!
Como não é de ficar calada, minha mãe respondeu na hora, e com aquele ar de quem pensa que sabe do que está falando, claro:
Mas o remédio que ele me passou era muito caro. Procurei na internet por algum genérico e descobri este que cuida dos mesmos sintomas que estava sentindo.
O doutor não se fez de rogado:
A senhora já viu o diploma do Google? Ele é formado por onde mesmo?
Uma conclusão pelo menos posso tirar desta mais que verdadeira e nem um pouco exagerada (Sic!) história:
Houve um tempo em que era mais fácil ser médico. Um tempo em que doutor era doutor e paciente abria a boca e dizia AAAaaaãããããã….
Sou um sujeito que pensa trocentas vezes antes de colocar um paracetamol na boca para aliviar uma dor-de-cabeça qualquer. Mas, como o mais próximo da profissão médica que consegui chegar foi ser neto de médico, ex-namorado de médica (desculpe queria mas você conhece o meu passado) e os cursos de Primeiros Socorros que fiz enquanto brincava de Rambo nos meus bons tempos de exército, quando a situação requer que eu faça uma visita a uma clínica eu sou mais caxias do caxias e sigo tin-tin-por-tin-tin as orientações da receita que me é passada.
Com o aumento do número de leitores do Me Tire Deste Ócio!!! (Brigadú!) passei a prestar muito mais a atenção com o que escrevo por aqui. Procurando diversificar o máximo possível a quantidade de fontes para um único post. E podem perceber que os posts que só tem uma fonte, geralmente esta cita várias outras, a que me dou o trabalho de ler e me aprofundar.
Por que isso? Simples: Como disse antes, não sou médico, não sou físico nuclear, jornalista, matemático, geólogo, geógrafo, estatístico, historiador ou nada do tipo. Sou simplesmente um Blogueiro.
Só tenho o que estudei, li e meu bom senso para diferenciar o certo do errado.
E o que tem a ver Lecro com Creco, Roberto?
Explico.
Acontece que em alguns casos, a coisa fica mais complicada pois é a nossa saúde que está em jogo.
Há algumas semanas fui convidado pelo Sr. Mario Soma pense num japonês grande. Pensou? Pois é. É o Mário., diretor executivo da Pólvora Comunicações, uma das maiores agências de mídia social do país para participar de um debate que discute algo que é do meu interesse como Blogueiro e do seu interesse como leitor e ex-futuro (Já concordamos que você iria deixar de brincadeira e baixar esta mão, não foi?) paciente:
Até que ponto posso confiar no que encontro na web sobre medicina? No que a web pode ajudar e /ou atrapalhar tanto a vida do médico quanto do paciente.
E por aí vai…
O Evento acontece hoje, quinta-feira, dia 8/10, aqui em Salvador, a partir das 14 horas e quem quiser pode acompanhar pelo Twitter seguindo a Tag do evento #saudeconectada e qualquer um dos participantes. Comigo estarão também, debatendo sobre este e outros temas.
Update: Live Stream ao vivo do evento.
Dr. Eduardo Santana
VP da FENAM
twitter: @meduardosantana
Assunto: “Selo” Médico
Dr. Antístenes Albernaz
Vice-Presidente da ABO-BA
website: www.abo-ba.org.br
Assunto: Odontologia na web
Dr. Marcelo Matos
Odontologista – Pós graduado em patologia da ATM e especialista em Radiologia Odontológica.
website: blog.marcelomatos.com / www.marcelomatos.com
Assunto: Odontologia na web
Twitter: @Artrodoc
Felipe Rocha
Analista de sistemas, professor de informática em Saúde , mestrando em filosofia e bloqueiro.
Assunto: Odontologia na web
Dr. André Pereira
Professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da ENSP
Assunto: Paciente Informado
Referência: Fiocruz
Dr. Claudio Freitas
Professor e médico, gestor do projeto GDF em Brasília
Assunto: Médico Informado
BLOGUEIROS E CONSULTORIA EM MÍDIAS SOCIAIS
Yuri Almeida
Jornalista, pós-graduado em Jornalismo Contemporâneo (UniJorge) com a tese “A noticiabilidade no jornalismo colaborativo”
Papel: debatedor
Twitter: @herdeirodocaos
Eduardo Sales Filho
Publicitário, professor, tradutor e blogueiro
Papel: debatedor
Twitter: @eduardo_sales
Eduardo Pelosi
Jornalista e blogueiro
Papel: Debatedor
Twitter: @eduardopelosi
Marcelo “Tuca” Hernandes
Analista de mídias sociais e blogueiro
Papel: debatedor e cobertura do evento
Twitter: @tucahernandes
Mário Soma
Jornalista, radialista e empreendedor do setor de comunicação tradicional corporativa e de mídia social
Papel: mediador
Twitter: @msoma
E, claro, este que vos escreve.
Blogueiro, professor e guia de turismo.
Twitter: @robertocamarajr
- Ainda bem que a tecnologia médica evoluiu (Texto + Imagens)
- E tem gente que ainda reclama (Texto + Imagens)
- Pagando a faculdade de medicina (Imagens)
Vi aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
(nota pessoal: São 4:28 da matina, perdoem qualquer eventual erro de digitação, ortografia, sintaxe, gramática ou o que for. Prometo corrigir depois.
Não há posts relacionados.









#1 by Mário Soma - October 8th, 2009 at 07:18
#saudeconectada @robertocamarajr dá a sua visão do tema neste post http://migre.me/8Aup
#2 by Caio Costa - October 8th, 2009 at 08:06
Essa história da sua digníssima mãe me fez lembrar de um episódio da nova temporada de House que tinha essa mesma atitude de pesquisar sintomas, remédios e afins pelo “Dr. Google”. Dá pra concluir que no mundo inteiro essa prática é mais normal que parece, infelizmente.
#3 by Roberto Camara - October 8th, 2009 at 11:26
A partir das 14h. com @eduardo_sales ,@eduardopelosi,@msoma ,@tucahernandes , e outros debatendo sobre #saudeconectada http://bit.ly/MQr5c
#4 by Rogério Palmeira - October 8th, 2009 at 11:42
Pontos-chaves:
1. É necessário re-humanizar a medicina. Na literatura especializada,vem aumentando o número de iniciativas neste sentido.
2.Antigamente era o Fantástico,que todo dia tinha uma “dica” que “infernizava’ a vida dos médicos,hoje a internet. O problema é que nós médicos precisamos estar não apenas bem informados,mas ter uma formação que inclua a capacidade de comunicação como elemento chave para receber o paciente melhor informado. Explicando inclusive que nem sempre o Dr Internet,ou Dr Google,tem informações acuradas não apenas na medicina ,como em qualquer área. Afinal tomar café é bom ou ruim para saúde? Tentem pesquisar.
#5 by Roberto Camara - October 8th, 2009 at 13:17
Você pode também acompanhar o live stream do #saudeconectada no @metiredesteocio http://bit.ly/MQr5c
#6 by Lua Bastos - October 9th, 2009 at 19:43
Parabéns Roberto!
Belíssimo e utilíssimo post! Eu, como dentista mesmo com pouco tempo de formada, já vivi essa história muitas vezes! Eh aquela coisa: achamos informações válidas no Google sim, mas de q adianta as informações se n soubermos interpretá-las? Bom vc ter tocado no assunto, e o evento deve ter sido muito bom, pena que eu n estava conectada antes. Antístenes eh um professor extremamente querido e um legado pra Odontologia baiana, acho que deve ter dado excelentes contribuições!
beijos a vc!
p>s: eh a primeira vez que comento, mas sempre visito seu blog viu? ;D
#7 by taty - October 11th, 2009 at 20:50
Parabéns pelo texto!! Sempre que leio assuntos relacionados com médicos no mundo dos blogs são para falar mal da profissão ou de algum profissional, enfim, pela primeira vez vejo alguem que não é médico defendendo (de certa forma) a classe. O que você falou é verdade a população em geral esta cada vez mais descrente na palavra do médico e essa relação deturpada é causada principalmente devido as políticas de saúde anteriores, que fizeram o médico se afastar do paciente não o vendo como um todo, mas dividindo-o em partes através das especialidades e com isso se perdeu o vinculo e a confiança, sendo esses essenciais e um remédio (medicoterapia) quando se consegue uma boa relaçao médico-paciente. Hoje já está vigorando uma política de medicina preventiva, do médico da familia(psf), mas, ainda muito cedo para sociedade como um todo aderir e fazer cumprir suas metas .
O que vejo na prática ainda em sua maioria são pessoas desinformadas que acham que estão tirando proveito do sistema e mal sabem dos seus direitos e quando descobrem algum brigam com aqueles que deveriam se aliar. p. ex. os pacientes que vêm ao PS com Dores cronicas (de longa data) que querem encaminhamento para um especialista(ortopedista) ou pior quando quer que nós solucionemos o problema dela, daí nos pedem atestado para afastar do serviço e uma receita carbonada para pegarem remedios de graça no posto. As pessoas acham que se sairem de uma “consulta” médica sem uma “receitinha” ou qq papel foram mal atendidas….e quando saem espalham para todos que puder que aquele médico é ruim, atendeu mal, nao ouviu o seu problema…..Em defesa a eles posso dizer que são vítimas de sua ignorancia e cultura, onde o “malando é malando e mané é mané” impera neste país, pois ninguem está tirando vantagem quando aquilo que reiinvidicam for direito, mas passa a parecer quando os desconhece e cobram por eles dos médicos, atendendes, recepcionistas e etc. Existe uma carta dos direitos dos usuários da saúde que quase ninguem ouviu sequer falar que deveria ser lida para poder cobrar.
Desculpe o desabafo, acho que em partes é devido a falta de consideração que nos deixam chateados…estudamos 6 anos de faculdade, mais a residência, com a cara nos livros e morando no hospital, se abdicando de estar na balada, na praia, ou simplesmente com a familia como gente “normal” e estar de plantão obrigatorio não remunerado no feriado e ainda ouvir pessoas reclamando de algo que vai além da sua capacidade é pra tirar a gente do sério. Essas coisas ninguem me falou quando eu tava prestando vestibular heheheheheh.
Mais uma vez parabés pelo post , pelo blog, confesso que nunca tinha entrado aqui (que eu me lembre) e nem sei como vim parar , mas nao resisti e tive que comentar a materia..
bjim